Voltam os problemas

Voltam os problemas

Os vereadores voltaram a citar ontem, em seus discursos, o problema antigo que volta a reaparecer: a superlotação na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Padre Roberto. Na última gestão, o ex-secretário de Saúde, Amarildo Sousa, havia destacado que um dos pontos para a superlotação era o fato de a unidade funcionar quase como um hospital de pequeno porte. Como urgência e emergência, a unidade deveria funcionar como uma porta de entrada para pacientes graves, onde é oferecido o primeiro tratamento e, posteriormente, o encaminhamento adequado, seja para casa ou para um hospital. Agora, novamente, o problema se repete.  

 

“É sério”

Na Tribuna, os edis cobraram seriedade do tema para uma solução ágil. Vale lembrar que o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Social (IBDS) teve o contrato rompido e, nos próximos meses, após nova licitação, deixará a gestão da unidade. Presidente da Comissão de Saúde, Zé Braz (PV) destacou um ponto que levou à superlotação da UPA: o retorno gradual das cirurgias eletivas, paralisadas por quase dois anos. "Casos que eram simples se tornam urgência", alertou. Com a queda de ocupação da taxa de ocupação hospitalar nos setores exclusivos para covid-19, vários leitos para pacientes com a doença foram revertidos para outras enfermidades. Ney Burger (PSB), que já havia abordado o tema, voltou a criticar a situação: "É uma covardia, é desumano. Cadê as vagas do SUS Fácil?". 

 

Outros problemas

Também sobre a UPA, o vereador Flávio Marra (Patriota) cobrou atenção aos profissionais e a situação trabalhista deles, para que não fiquem desamparados e sem receber com a saída da empresa. "O que está acontecendo que ninguém toma uma atitude? Por que a gente não varre o IBDS de lá? Estamos falando de vidas", cobrou. Por fim, Lohanna França (Cidadania) cobrou os colegas para que falem sobre a responsabilidade de um órgão fundamental na questão: a Prefeitura. "Ninguém tem coragem de falar quem fiscaliza o contrato: a Prefeitura", cutucou.

 

Atrasado, mas chegando

Enquanto alguns países seguem em busca de novas restrições contra a nova alta de casos de covid-19, o Brasil segue avançando e subindo na lista das regiões com o maior cobertura vacinal. O país, mesmo com os entraves para o início da imunização, superou os Estados Unidos no percentual de vacinados contra covid-19, com quase 60% da população com o esquema vacinal completo (duas doses ou dose única). 

 

Quase 70%

Até a última sexta-feira, 12, Minas Gerais já havia ultrapassado a taxa de mais de 70% do público-alvo (mineiros acima de 12 anos), completamente imunizados. Desse grupo, cerca de 90% já tomou a primeira dose. O secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, já havia celebrado o fato de que quem pode se vacinar está procurando os pontos de vacinação, ao contrário de outros países, que enfrentam dificuldade em convencer a população. Agora, o foco está em garantir que todos com apenas uma dose voltem para a segunda: “Se todos buscarem a segunda dose no tempo certo, logo estaremos com todo esse público vacinado. Sabemos que ainda temos muito para fazer e avançar”, destaca. 

 

Crianças

O próximo passo é a aplicação de vacinas em crianças, de cinco a 11 anos. O pedido da Pfizer já está em análise na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Com a inclusão do novo grupo, mais pessoas estarão imunizadas e, consequentemente, reduzindo a disseminação do vírus no estado, além do número de pessoas internadas com sintomas graves da doença e a taxa de mortalidade. “Temos novos grupos a serem incluídos, como as crianças de cinco a 11 anos, e uma grande expectativa de que essas pessoas sejam adicionadas em breve e que consigamos avançar ainda mais com a vacinação”, acrescentou o secretário.

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