Vidas

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Como uma nova morte por covid-19 confirmada pela Secretaria de Saúde (Semusa), novembro chegou à marca de três perdas de vidas para a covid-19. A média diária de 0,1 é a menor desde junho do ano passado. Nos últimos quatro meses, o número de óbitos mensais caiu de 43 em julho para 3 em novembro. Os demais indicadores também estão em queda. O número de casos confirmados da doença era 2,6 mil (86 por dia) em julho deste ano. Neste mês, apenas 143 confirmações (8 por dia). Quem questiona a eficácia da vacinação terá que brigar com os números. Quanto mais sobe o número de pessoas com o esquema vacinal completo, menor o índice de pessoas com sintomas graves da doença e risco de morte.

Cronograma

A queda, no entanto, não significa o fim da pandemia. O próprio presidente da Comissão de Saúde, Zé Braz, reforçou a necessidade da população em completar seu esquema vacinal. Ele alerta, especialmente, para o cenário internacional, onde regiões voltam a adotar medidas restritivas de prevenção, avaliando até mesmo a possibilidade de novos lockdown. Nesta semana, Divinópolis recebe nova remessa de Pfizer. Atualmente, a Prefeitura foca seus esforços em concluir o esquema vacinal daqueles que ainda não tomaram a segunda dose. Vale lembrar que o índice de cobertura será fundamental para quando o governo estadual determinar a desobrigação do uso de máscara em ambientes abertos, discussão já em andamento e com deliberação prevista para o fim deste ano.

Falha na fiscalização?

Oito servidores foram afastados ontem de seus cargos na Diretoria de Cadastro, Fiscalização e Aprovação de Projetos. A determinação é da 2ª Vara Criminal, que investiga, desde 2019, denúncias de irregularidades cometidas pelos fiscais. Neste período, os investigados foram monitorados, inclusive com interceptações telefônicas. Desta vez, os agentes coletaram documentos, agendas, computadores, equipamentos informáticos e aparelhos celulares. A Prefeitura informou também a abertura de procedimentos de investigação interna. Na Tribuna, o vereador Ademir Silva (MDB) abordou o tema para questionar o trabalho legislativo. O edil, pela natureza de sua ocupação, tem como tarefa principal a fiscalização. Ademir questionou se os vereadores não estão demasiadamente focados em acompanhar obras que se esquecem de averiguar contratos, licitações e a aplicação de recursos: “Acho que nós estamos dormindo. A principal prerrogativa do vereador é fiscalizar. Não é ‘obrinha’ e tapa-buracos, mas as contas, as despesas, conferir para ver se está certo. Se os vereadores fazerem seu trabalho não tem polícia batendo na porta”, comentou.

Atrito

A fala, inclusive, gerou atrito com Eduardo Azevedo (PSC), que cobrou uma oposição “saudável”. O irmão do prefeito voltou a reforçar que a investigação dos servidores começou em 2019, quando Gleidson ainda não era nem pré-candidato a prefeito. Azevedo lembrou que Ademir era vereador na época do início da investigação, logo, ele também estaria incluso no sono do legislativo. Líder do governo na Câmara, Edsom Sousa (CDN) também disse que a atual Administração está aberta à transparência e disposta a cooperar na investigação, sem fazer julgamentos prévios dos servidores.

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