Vasco jogou como time pequeno

Batendo Bola

José Carlos de Oliveira

 

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Vasco jogou como time pequeno

Cruzeiro e Vasco fizeram um grande duelo no fim de semana pela Série B do Campeonato Brasileiro, melhor que muitos confrontos que temos acompanhado pela Série A, e o placar de 1 a 0 a favor dos cariocas não reflete um todo o que foi realmente a partida. Apesar de alguns jogadores terem jogado abaixo do que sabem e podem render, o time celeste não mereceu a derrota. Na pior das hipóteses, o empate seria o resultado mais justo.

 

Como time pequeno

Depois de fazer 1 a 0, num vacilo do zagueiro celeste Zé Ivaldo na saída de bola (ele ainda tem muito crédito com a torcida) ainda no primeiro tempo, o time carioca se fechou na defesa, jogando como time pequeno, para garantir o resultado. E, principalmente na segunda etapa do jogo, pouco produziu em termos ofensivos, diferente de tempos atrás, quando abria o placar e ia para cima para aumentar a vantagem. 

 

Coisas de Série B

No domingo, para os vascaínos, garantir os três pontos era o único pensamento. Tempos difíceis? Respeito ao adversário? Ou simplesmente um retrato fiel do que está sendo essa Série B 2022, na qual vencer por 1 a 0 é comemorado como goleada. Que o diga o Cruzeiro.

 

Mudanças na regra do futebol

Ao que parece os velhinhos da International Board (Ifab), que ditam as normas que regem o futebol, finalmente entraram num novo século e abriram os olhos para a realidade. Depois de décadas se negando a mexer nas regras, eles agora já admitem mudanças e prometem abrir a mente para tornar o futebol mais atrativo. E já não era sem tempo.

 

Para ficar

A alteração na Lei nº 3, que previa um máximo de três substituições durante as partidas – e que foi mudada temporariamente para cinco por jogo, durante a pandemia – parece que agradou aos “velhinhos” e será mantida. Em reunião ontem em Doha, no Qatar, sede da Copa do Mundo de Futebol deste ano, a Ifab decidiu que as cinco substituições passam a valer de forma definitiva.

 

E tem mais

E não é que eles querem mesmo tornar o futebol mais atraente? Além de novas mudanças que estão em estudos, a International Board aumentou o número de jogadores que poderão assinar a súmula como reservas, passando dos atuais 12 para 15.

 

Inferno astral do Turco

No futebol esse filme de determinado treinador estar “prestigiado” é algo manjado e, quando os dirigentes passam a repetir esse papo por muito tempo é porque a batata do treinador já está assando faz tempo e esperam apenas o momento certo para anunciar as mudanças. E os últimos resultados do time – goleada para o Fluminense no Rio e empate no Mineirão com o Santos – só fazem colocar mais lenha na fogueira, além do fato de o time ter despencado na tabela e já estar a cinco pontos do líder Palmeiras.

 

Multa é que segura

E quer saber de uma verdade? O “Turco” só não recebeu ainda o pontapé no traseiro por causa da multa milionária que o Galo terá que pagar quando mandá-lo embora. Na atual situação em que se encontram as finanças do clube – tendo que vender a parte que detém do seu shopping para saldar dívidas – ter que desembolsar 2 milhões de dólares nesta altura do campeonato é um risco que a diretoria não quer assumir. Não fosse isso, o tal de Mohamed já teria tomado o rumo da Argentina faz tempo.

 

E não sem razão

E motivo a diretoria teria de sobra para demitir o treinador. Sob o seu comando – tirando uma ou outra boa apresentação – o time do Atlético é uma caricatura do que foi no ano passado e está longe de render o que pode e sabe fazer seu elenco de estrelas milionárias. E, quando isso acontece, parte da culpa é, sim, do treinador.

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