UPA rebate acusações e explica prioridades de atendimento

Segundo gestão, pacientes mais graves são atendidos com maior agilidade

 

Matheus Augusto

Um dos temas de repercussão da semana foi o alto volume de atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Padre Roberto na segunda-feira, 27. Devido às críticas, o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Social (IBDS), que teve contrato rescindido mas permanece à frente da unidade até nova licitação, publicou nota sobre a situação.

Em nota, o IBDS explica que segue o protocolo de Manchester, responsável por estabelecer critérios técnicos de prioridade de atendimento. O objetivo primário é prestar cuidados mais ágeis aos pacientes com maior grau de risco de morte.

— Através do Protocolo de Manchester, identificamos por critério quais são os pacientes mais estáveis e quais são aqueles com riscos mais elevados. Dessa forma, o atendimento é organizado de modo que haja a priorização dos pacientes mais urgentes — explica.

 

A adoção do sistema em todas as áreas da UPA é em razão do grande volume de atendimentos diários. “Somos porta de entrada para qualquer caso de urgência do SUS ocorrido em nossa região, para determinar os níveis de gravidade para um melhor direcionamento do fluxo de atendimento", justifica.

— Sabemos que, em se tratando de saúde, todos os casos são urgentes para aquele que está vivenciando algum tipo de sofrimento físico, seja uma dor de dente, seja um ataque cardíaco. Porém nossos profissionais são devidamente treinados para identificar o risco de cada situação e a ela prestar o atendimento mais célere possível de acordo com a classificação de risco — acrescenta.

 

O IBDS cita, ainda, o agravante da situação: "a nova epidemia de gripe". Para além do coronavírus, o país observa aumento no número de casos de Influenza.

— Somos referência para Divinópolis e mais 5 cidades vizinhas, o grande volume e a demora no atendimento não é somente em nossa região, é a nível nacional — ressalta.

 

Processo

Conforme o protocolo, casos classificados com a cor vermelha indicam que o paciente deve ser atendido imediatamente. Alguns exemplos são crises de convulsão, paradas cardiorespiratórias, hemorragias sem controle, dor no peito e falta de ar, queimaduras em mais de 25% do corpo e outros. Casos de extrema urgência, indicados pela cor laranja, devem ser atendidos em até 10 minutos (dores muito severas; cefaleia de rápida progressão; arritmia sem sinais de instabilidade; entre outras situações de igual gravidade).

Na cor amarela, o tempo de espera pode ser de até uma hora (vômitos intensos, desmaios, crises de pânico, dores ou hemorragias moderadas, irregularidades nos sinais vitais, casos de hipertensão etc).

As enfermidades de pouca urgência (verde) possuem tempo de espera estimado em até duas horas (febres, dores leves, viroses, tonturas, náuseas, hemorragia sob controle, entre outros); 

Por fim, a cor azul indica casos não urgentes, passíveis de atendimento em até 4 horas ou encaminhamento, como aplicação de medicamentos receitados pelo médico, troca de sonda, dores relacionadas a condições crônicas já diagnosticadas etc.

 

Defesa

O Instituto ressalta ainda que "tem se desdobrado para garantir atendimento 24 horas, com médicos, equipe de enfermagem, entre outros profissionais, para prestar um serviço de qualidade para aqueles que nos procuram" e condena a circulação de informações falsas. 

— Críticas infundadas e comentários maldosos apenas prejudicam o nosso trabalho. Por outro lado, um elogio estimula e fortalece aquele que está atuando na linha de frente da saúde — reafirma.

Ao fim da nota, o IBDS agradece ao prefeito e ao secretário de Saúde, Alan Rodrigo, por “se solidarizarem com nossas dificuldades, não medindo esforços para contribuir para que haja uma parceria, entre as instituições, para que haja uma melhor assistência para o divinopolitano e moradores das regiões vizinhas”.

 

Prefeitura

O prefeito Gleidson Azevedo (PSC) precisou, inclusive, ir às redes sociais para se defender das críticas. Segundo o chefe do Executivo, sua parte foi feita, em referência à extensão do horário de funcionamento até as 22h de cinco unidade de Saúde (Santo Antônio dos Campos, Sagrada Família/ Santa Lúcia, Planalto, Belvedere e Tietê), por meio do programa federal Saúde na Hora, como forma de desafogar a UPA.

Em nota, a Prefeitura também se manifestou, citando que, em dezembro, a média diária de atendimento na UPA é de 267, mas, na referida data, chegaram a 275 com taxa de resolução no local em 95% dos casos.

 

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