Tempo de reflexão

 

O tempo de refletir chegou. Por mais que as obrigações do dia a dia insistam em consumir as energias e os pensamentos, é chegado o momento de parar e pensar. Afinal, todos ainda estão tomados pela sensação do recomeço. E, obviamente, este tempo deve mais do que ser utilizado pelos vereadores e demais políticos que representam Divinópolis. 2023 mal chegou e quem acompanha os bastidores da política local já percebe um pequeno movimento rumo às eleições de 2024. Ainda sutil, mas já começou. Nomes já são “ventilados”, alianças começaram a ser construídas e, com isso, uma mudança de postura também. Por mais que muita gente não acredite, a corrida eleitoral está aí. Aliás, movimentos e jogadas foram percebidos também nas eleições do ano passado e, se bobear, em 2021, algumas intenções eram direcionadas a 2024. Ou seja, povo mal engoliu o processo de 2022, uma eleição extremamente desgastante, e já começa a ser sondado e de quebra, usado. Infelizmente, todos sabem que esta prática é habitual, porém ainda é tempo de refletir. 

Não só o povo, mas os políticos principalmente. Quem conhece a história de Divinópolis sabe muito bem o motivo de a cidade já ter sido eleita a quinta melhor para se viver em Minas Gerais, e ter o título de “Princesa do Oeste”, em seus tempos de ouro. Tinha representantes à sua altura que enxergavam lá longe. Eram visionistas. E, o melhor, não ficavam apenas nos discursos bonitos, mas planejavam e executavam. Viam o que poderia ser feito no presente e que surtiria efeitos positivos no futuro. E foi assim que a cidade colheu bons frutos. Frutos esses que duraram certo tempo, mas hoje, nem de longe se vê horizontes promissores. Com o passar dos anos os objetivos foram trocados. Com o surgimento das redes sociais então, e a mudança de hábito do eleitor, apenas um discurso bonito é suficiente. As ações a cada dia são deixadas de lado, e assim, a sociedade do espetáculo, onde todos estão apenas na vitrine, esqueceu-se que um dia Divinópolis foi uma grande cidade. 

Os trabalhos na Câmara nem foram retomados e mais uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) será instaurada. Mas, e aí, CPI para que? Para trazer qual resultado? O leitor mais atento se lembra, com certeza, que de todas CPIs já instauradas no Legislativo, nenhuma  atingiu seu objetivo? Qual pessoa foi punida por ter cometido alguma irregularidade? A resposta é mais fácil do que 2+2. Quando algo era realmente necessário ser feito, absolutamente nada aconteceu. Depois de todo “aqueles alvoroços”, de dinheiro gasto para a investigação – desperdício do dinheiro público –  tudo termina em pizza. Ou seja, um verdadeiro desrespeito com o cidadão que paga caro seus impostos e mais ainda seus representantes. Então, além de traçar metas, de iniciar alianças, de procurar nomes para dar início às movimentações para o próximo ano eleitoral, os políticos que representam a cidade deveriam aproveitar este pequeno tempo para refletir. Pois uma cidade bem sucedida não é feita apenas de discursos, propostas e costuras políticas a cada dois anos.

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