Servidores municipais mantêm estado de greve

Sindicatos descartam interromper a campanha salarial

Da Redação

O desentendimento entre a Prefeitura, o Sindicato dos Trabalhadores de Divinópolis e da Região Centro Oeste (Sintram), e o Sindicato dos Trabalhadores da Educação Municipal do Município de Divinópolis (Sintemmd) ganhou um novo capítulo.

De acordo com o Sintram, a publicação na última terça-feira, do Decreto 14.879/2022, que definiu a revisão salarial dos servidores municipais de Divinópolis, não colocou um fim à campanha salarial da categoria.

O decreto, publicado pela Prefeitura estabeleceu 5% de recomposição salarial na folha de pagamento de fevereiro, mais 4,63% a partir de maio. A revisão de 4,63% referente aos meses em aberto – março e abril – será paga na folha de junho.

Com isso, a revisão concedida é de 9,63%, que corresponde ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado no ano passado, conforme levantamento feito pela Fundação Ipead. Com a publicação do decreto, o Município coloca um fim na discussão em torno do índice de revisão, do ponto de vista do Executivo.

 

Manifestações

Os sindicatos realizaram uma assembleia geral na noite ainda na noite de terça-feira e a categoria decidiu manter o estado de greve e a mobilização já planejada anteriormente.

Os servidores decidiram manter a realização de uma manifestação na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), ainda com data a ser marcada, como também decidiram que semanalmente farão manifestações no escritório político do deputado Cleitinho Azevedo (CDN) em Divinópolis, irmão do prefeito Gleidson Azevedo (PSC).

A categoria afirma que a pauta de reivindicações não se limita à revisão dos salários, pois ainda há questões importantes pendentes, como por exemplo, a regulamentação de benefícios, como o triênio, que não foi tratada pelo decreto.


Câmara
Do outro lado, o presidente da Câmara, Eduardo Print Jr. (PSDB) publicou na última quarta-feira, no Diário Oficial dos Municípios Mineiros, a Portaria N°035/2022, concebendo a recomposição salarial de 9,63%, aos servidores do Poder Legislativo de forma integral.

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