Ser pai: uma cultura

Ser pai não é fazer um filho, procriar ou se reproduzir. Isso está bem longe do que é ser pai. Ser pai é se fazer presente, mesmo quando distante fisicamente, é acompanhar as alegrias e tristezas do filho, oferecer amparo, colo e carinho. É dar uma bronca quando preciso, apontar o caminho, direcionar.

Infelizmente, existem muitos filhos que não contam com a presença dos pais em suas vidas, e isso, no meu entendimento, é um pecado. Ser pai e acompanhar de perto a vida do meu filho foi a melhor coisa que aconteceu em minha vida. Sendo assim, esses “pais” ausentes estão perdendo momentos, experiências, alegrias e vivências que não poderão repor, não poderão compensar. Por isso, faço questão de acompanhar cada trabalho de escola, cada atividade no clube, saber e entender sua rotina nos jogos de celular e computador, conhecer os pais dos amigos dele e, principalmente, ouvir como é cada vivência do meu filho Alexandre.

De acordo com o coordenador da pediatria do Hospital São Luiz Anália Franco, Thiago Gara Caetano, a figura paterna é essencial para o desenvolvimento cognitivo e social da criança. ”O pai melhora muito a autoestima e a segurança do filho”, conta o médico.

Para ele, ser pai na atualidade é muito desafiador por conta da internet e seu uso, que mudaram muito as relações familiares. Mas é preciso manter o foco para cuidar, educar, ensinar e participar da rotina de criação da criança.

Eu sou pai, moro sozinho, tenho a guarda do meu filho de 14 anos, tenho um bom exemplo como pai vindo de meu pai ,o Walter Pezão, e tento transmitir isso ao meu filho Alexandre.

 

Alguns trechos de frases a respeito do tema abordado

 

“Ter um Pai! É ter na vida

Uma luz por entre escolhos;

É ter dois olhos no mundo

Que vêem pelos nossos olhos!

 

Ter um Pai! Um coração

Que apenas amor encerra,

É ver Deus, no mundo vil,

É ter os céus cá na terra!

(Florbela Espanca)

 

Um sopro que vai

Um momento que vem

Só quando fui pai

Realmente me tornei alguém

(Welber Tonhá)

 

Uma ocasião,

meu pai pintou a casa toda

de alaranjado brilhante.

Por muito tempo moramos numa casa,

como ele mesmo dizia,

constantemente amanhecendo.

(Adélia Prado)

 

Para onde fores, Pai, para onde fores,

Irei também, trilhando as mesmas ruas...

Tu, para amenizar as dores tuas,

(Augusto dos Anjos)

 

Sábio é o pai que conhece o seu próprio filho.

(William Shakespeare)

 

O meu pai ensinou-me a trabalhar; não me ensinou a amar o trabalho.

(Abraham Lincoln)

 

Os homens esquecem mais rapidamente a morte do pai do que a perda do patrimônio.

(Maquiavel)

 Um pai sábio deixa que os filhos cometam erros.

(Mahatma Gandhi)

 

Continuamos a falar um pouco sobre os prefeitos na história de nossa cidade. Agradeço o acesso a essa pesquisa ao amigo Marcos Crispim do Arquivo Público de Divinópolis.

 

Eles Conduziram Divinópolis (Cronologia / Biografia)

- 5ª. 6ª Gestão - João Notini - (08/06/1922 a 31/12/1922; 1923 a 1925) -

Com  a morte de Isauro Ferreira em 07/06/1922, assume o cargo em 08/06/1922, ficando sem vice até o término do mandato.

Data de nascimento: 08/08/1888; falecimento: 07/1942. Naturalidade: Carmo da Mata. Filiação: Antônio Notini e Diamante Vitoi. Filhos não teve - o pintor Petrônio Bax é seu filho de criação.

Principais realizações: Incorporação do Distrito de Santo Antônio dos Campos (Ermida); construção dos prédios da cadeia e fórum; construção da auto-estrada ligando Divinópolis a Carmo da Mata; construção do cemitério da Rua Minas Gerais. É nome de importante rua no centro de Divinópolis.

 

Tem pauta sobre a cultura? Envie para [email protected]

Welber Tonhá e Silva

Imortal da Academia Divinopolitana de Letras, cadeira nº 09

Historiador, escritor, pesquisador, fotógrafo e fazedor cultural.

Instagram: @welbertonha

 

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