Sem serviço

Sem serviço 

A cada reunião ordinária realizada na Câmara, a sensação que se tem é que os vereadores da cidade estão literalmente sem serviço. Mesmo o município tendo cerca de 240 mil habitantes e demandas importantes para serem trabalhadas, os parlamentares insistem em levantar pautas que poderiam ser denominadas como absurdas. Mesmo a cidade com milhares de demandas extremamente necessárias, como o fomento da economia local, os parlamentares insistem em pautas que trazem apenas curtidas, compartilhamentos, que fazem parte da habitual “Hollywood Divinopolitana”. 

Além da atuação inexpressiva, que busca apenas show, a conduta de alguns parlamentares causa insegurança na população e medo naqueles que acompanham a política local de perto. Quem tem o mínimo de entendimento sabe muito bem que a cidade precisa mais, mais, muito mais, para voltar a crescer, a se desenvolver. Quem conhece o mínimo de política sabe muito bem que com esta atuação Divinópolis está fadada ao fracasso, pois, além da atuação inexpressiva, os vereadores adotaram o já conhecido “jogar para a galera”, que passa muito, mas muito longe do que a função determina. 

Dentre as atribuições para exercer o cargo de vereador estão: criar projetos de lei que tratam benefícios para todos, sem distinção de raça, sexo, ou orientação sexual; fiscalizar o Poder Executivo e conseguir melhorias para a cidade, por meio de atuação política. Por aqui, com a atual legislatura, o que se pode esperar são apenas os velhos e conhecidos discursos. A situação beira ao caos e isso pode ser comprovado quando o Sindicato dos Servidores Municipais de Divinópolis (Sintram) entra com uma ação coletiva contra um vereador e pede indenização de assédio moral para os servidores públicos do Crevisa, devido aos constantes ataques cometidos por um dos vereadores contra os funcionários do Centro Referência. No processo, o sindicato esclarece que, mesmo que as acusações feitas pelo vereador contra os servidores, este deveria exercer a sua função e cobrar da Administração Municipal, e não direcionar os ataques aos funcionários. Ele nega ataques pessoais e se diz crítico apenas do serviço prestado, e não aos servidores.

Tal situação mostra apenas o desgaste com o qual a população divinopolitana terá que lidar nos próximos três anos. Pois, ao que tudo indica, mais vale um show, um vídeo, um discurso sem fundamento, uma curtida, do que um trabalho sério em prol daqueles que os elegeram. Aqui, mais vale fingir do que realmente trabalhar. Ser vereador dessa forma é muito fácil. Basta dizer meias palavras bonitas, atacar, fingir que está cobrando, incitar o povo e só. Enquanto a função mesmo, que é obrigação de um vereador, fica de lado. Os gabinetes viram cabides de emprego, e o salário e todos os benefícios estão rigorosamente em dia. O que falta mesmo é a resposta para a questão: está faltando serviço na Câmara?

 

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