Saúde confirma o 5º caso de  varíola dos macacos em Divinópolis

No Centro-Oeste de Minas já são nove confirmações

Da Redação 

Divinópolis já tem cinco casos de varíola dos macacos confirmados. A informação é da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), nesta quarta-feira, 19. Com isso, chegou a cinco casos da doença na cidade. A notificação consta no painel de monitoramento da SES-MG, e este é o 9º no Centro-Oeste de Minas.

Além dos de Divinópolis, até o momento, outros registros da doença foram feitos em: Bom Despacho (1), Nova Serrana (1) e Pará de Minas (1) e Formiga (1).

Na plataforma da SES-MG, até esta quarta-feira constam 545 casos confirmados em Minas Gerais e 315 suspeitas em investigação.

No Estado, foram confirmadas duas mortes pela doença. O primeiro paciente morreu em julho. Trata-se de um homem de 41 anos, residente em Belo Horizonte e natural de Pará de Minas. O segundo, é um jovem de 21 anos, residente em Pouso Alegre, Sul de  Minas, com comorbidade.

 

Como ocorre a transmissão da doença?

 

  • Por contato com o vírus: com um animal, pessoa ou materiais infectados, incluindo através de mordidas e arranhões de animais, manuseio de caça selvagem ou pelo uso de produtos feitos de animais infectados. Ainda não se sabe qual animal mantém o vírus na natureza, embora os roedores africanos sejam suspeitos de desempenhar um papel na transmissão da varíola às pessoas;
  • De pessoa para pessoa: pelo contato direto com fluidos corporais como sangue e pus, secreções respiratórias ou feridas de uma pessoa infectada, durante o contato íntimo – inclusive durante o sexo – e ao beijar, abraçar ou tocar partes do corpo com feridas causadas pela doença. Ainda não se sabe se a varíola do macaco pode se espalhar através do sêmen ou fluidos vaginais;
  • Por materiais contaminados que tocaram fluidos corporais ou feridas, como roupas ou lençóis;
  • Da mãe para o feto através da placenta; da mãe para o bebê durante ou após o parto, pelo contato pele a pele;
  • Úlceras, lesões ou feridas na boca também podem ser infecciosas, o que significa que o vírus pode se espalhar pela saliva.

 

Vacina e medicamento liberados

 

A Anvisa aprovou em setembro, a liberação para uso da vacina Jynneos/Imvanex contra a varíola dos macacos (monkeypox) e do medicamento tecovirimat para o tratamento da doença no Brasil.

 

Para conceder as aprovações, a agência analisou dados da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e da Agência Americana (FDA).

A dispensa temporária e excepcional se aplica somente ao Ministério da Saúde e terá validade de seis meses, desde que não seja expressamente revogada pela Anvisa.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o imunizante já está aprovado nos Estados Unidos, Canadá e União Europeia.

 

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