São José e o bairro Candidés

Raimundo Bechelaine

São José e o bairro Candidés

Uma das paróquias de Divinópolis tem São José como padroeiro. Com sua igreja matriz erguida no alto da colina que sobe a partir do Córrego e do bairro do Catalão, lá está a Paróquia de São José Operário. Foi criada em 1975 e festeja em 1º de maio seu santo titular, venerado como homem do trabalho braçal. Em 2025, celebrará o cinquentenário da sua criação.

Todavia, além do 1º de maio, o carpinteiro de Nazaré da Galileia aparece no calendário santoral da Igreja em 19 de março, lembrado aí na condição de esposo da Virgem Maria e pai legal de Jesus. Bem vizinho de Divinópolis, no caminho para a Capital, o distrito cajuruense de São José do Salgado o está celebrando com solene novena. Situa-se ali, há 150 anos e conservada com muito zelo pela população, a igrejinha de São José, em estilo colonial. É o mais antigo templo dedicado a São José, em toda a região.

Em frente a uma bela praça, o bairro Danilo Passos em Divinópolis abriga a igreja matriz da Paróquia da Sagrada Família. Criada em janeiro de 1999, seu pároco é o padre Gedler Henriques Breves Pereira. O território paroquial abrange dezenas de bairros e se estende até o Rio Pará, no limite com Carmo do Cajuru. Ora, sabe-se que não existe Sagrada Família sem a figura de São José. Daí, que a paróquia do Danilo Passos faz também a novena em sua honra.

A essa altura, entram nessa história o bairro Candidés e sua excelsa padroeira, a grande Santa Teresa de Ávila, doutora da Igreja, entre outros títulos e méritos. A doutora era grande devota do santo carpinteiro. Dia 11, sexta-feira passada, foi lá que se rezaram missa e novena de São José, conforme o padre  Gedler programou. A capela de Santa Teresa estava cheia de devotos, todos devidamente mascarados. Cantou-se um belo terço de São José, que foi uma interessante descoberta para o padre convidado daquela noite, que não o conhecia. Eis que a comunidade do Candidés ensinou não só o padre nosso ao vigário, como diz o ditado popular, mas o terço inteiro. 

Na ocasião, recordou-se a curiosa origem da imagem de Santa Teresa que é ali venerada. É uma narrativa pitoresca, que envolve até as carmelitas do Carmelo Imaculada Conceição. Aconteceu no longínquo ano de 1982. Celebravam-se 400 anos do falecimento da madre Teresa de Ávila e o bairro Candidés ainda não tinha padroeiro. Aconteceu então...  Isso fica para outro dia.  [email protected]

 

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