Remédios ficam 10% mais caros

Aumento vai pesar no orçamento familiar, afirma economista

Jorge Guimarães 

O mês de abril começa com péssima notícia para o consumidor. A partir de amanhã entra em vigor a autorização para reajuste dos remédios, em 10%,  conforme a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed). A prática é referente ao aumento anual dos preços na tabela dos produtos vendidos no Brasil, com autorização do governo federal. 

No caso de Divinópolis, onde se tem, na área central, uma farmácia em cada esquina, o recomendável, segundo os próprios funcionários dos estabelecimentos, é o consumidor pesquisar as melhores ofertas dos medicamentos utilizados. 

— De acordo com cada um deles, levando em conta sua reposição de estoque e das estratégias comerciais, devido à grande concorrência, o aumento pode demorar alguns dias — avaliou Hyago Saldanha, gerente de uma farmácia no Centro, a qual não fará remarcações nesta semana. 

 

Concorrência

Ninguém gosta de aumentos e muito menos de comprar mais caro e, em se tratando de concorrência livre, o consumidor tem de fazer pesquisa.

— Agora não é só no Centro a aglomeração de farmácias, aqui na região dos shoppings pode-se dizer que tem também uma farmácia em cada esquina. E olha que são pontos de vendas de bandeiras diferentes, mas que pertencem ao mesmo grupo. Por isso, pesquiso os preços na região central e aqui perto de casa, só aí eu  compro — diz o aposentado Juvêncio Quadros, morador do bairro Bom Pastor.

A aposentada Rosa Maria da Costa vai comprar os medicamentos hoje, para renovar o estoque que toma diariamente.

— Amanhã pego o telefone e ligo para várias farmácias para confrontar os preços. Mas já tem algumas que eu compro mensalmente e eles entregam aqui em casa, pois não posso sair sozinha e, às vezes, não tenho companhia. Ainda bem que peguei alguns na farmacinha, o que me ajudou muito, mas, mesmo assim, meu gasto é alto — pontuou a aposentada. 

 

Impacto

O aumento deve ser sentido no orçamento familiar de muitos brasileiros que utilizam medicamentos controlados, principalmente. 

— O aumento em si vai pesar no orçamento familiar no geral, em relação à inflação. Mas, mesmo assim, não deixará de influenciar  no Índice de Preços ao Consumidor (IPCA). E a recomendação para o consumidor é aquela de sempre, pesquisar — avaliou o economista Leandro Maia. 

 

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