Redução do diesel começa a chegar ao consumidor

Petrobras anuncia redução de R$ 0,20 no preço do litro do combustível para as distribuidoras

 

Jorge Guimarães

Depois dos preços da gasolina e do etanol, a redução,  enfim, chegou no diesel, para a alegria de muitos caminhoneiros que estavam sem saber se continuavam na estrada ou não. A Petrobras anunciou, na última quinta-feira, a diminuição de R$ 0,20 no preço do litro do combustível para as distribuidoras. A medida está em vigor desde a sexta-feira, 5.

Considerando a mistura obrigatória de 90% de diesel A e 10% de biodiesel para a composição do l comercializado nos postos, a parcela da estatal no preço ao consumidor passará de R$ 5,05, em média, para R$ 4,87 a cada litro vendido na bomba.

Preços

Em Divinópolis, segundo pesquisa da Agência Nacional do Petróleo (ANP), realizada em dez postos, na última semana, o preço médio do diesel S10 estava em R$ 7,50, o preço mais baixo encontrado foi de R$ 7,19 e o mais caro de R$ 7,89. A reportagem realizou um levantamento em sete pontos de venda ontem, e verificou uma grande diferença entre os preços praticados pelas diversas bandeiras. O menor preço do diesel S10, encontrado foi de R$ 7,05 e uma média de preços em R$ 7,24, ou seja, a redução já está chegando nas bombas de alguns pontos de vendas.

— Estamos trabalhando com um preço de R$ 7,25, pois ainda estamos com estoque velho. Nesta semana deve chegar novo caminhão de diesel e, a partir do recebimento, vamos ver como iremos proceder. Pois temos que saber qual será o valor que a distribuidora vai nos repassar para depois ver qual será nossa estratégia de venda. E, com certeza, até o fim de semana estaremos com o preço do diesel atualizado, para melhor atender nossos clientes — disse o gerente de um ponto de venda, Fabricio Alexandre Fontes.

Empresa

Para o presidente do Sindicato das Empresas Transportadoras de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (Sindtanque), Irani Gomes, a medida veio em boa hora, pois a situação de muitos profissionais “beirava o caos”. Para Irani, cada caminhão que roda nas estradas é como uma empresa, devido ao grande volume de impostos, taxas e insumos que tem que pagar.

— Além dos combustíveis, temos custos com tributos, lubrificantes, pneus, peças, mecânicos e outros gastos. Temos pais de família buscando seu sustento. Os governos têm que reduzir seus impostos e a Petrobras tem que reduzir seu lucro, se não a classe não vai aguentar. Essa redução veio atrasada, mas já é um bom sinal que talvez possamos ter mais quedas até o fim do ano  — avalia.

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