Reagir é preciso!

Reagir é preciso!

O Agora trouxe neste espaço um importante alerta sobre a situação da covid-19 no país. De um lado, enquanto as medidas de prevenção ao coronavírus eram flexibilizadas, do outro, prefeituras faziam constantes apelos à população para que tomassem todas as doses da vacina contra a covid-19. Apesar de os dados epidemiológicos mostrarem há cerca de três meses que era possível desobrigar o uso da máscara facial e flexibilizar as demais medidas, tudo indicava que, com a baixa adesão da população às demais doses de reforço do imunizante, o país estava condenado a vivenciar mais uma onda da doença. E, ao que tudo indica, a quarta onda do coronavírus se aproxima. A Prefeitura de Divinópolis divulgou ontem que o 710º óbito pela doença foi registrado na cidade. Um homem, de 82 anos, morreu no dia 3 de junho por causa da doença. O município não registrava nenhuma morte  desde o dia 6 de maio. 

Paralelo a isso, o número de internações e de casos notificados e confirmados deu um salto assustador nas últimas semanas. Junto a este cenário que caminha – mais uma vez – para o mais puro e completo caos, devido à estação fria, somam-se ainda os casos de gripe, que ajudam a superlotar os hospitais da cidade e, claro, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Padre Roberto. E, aí, diante deste momento, que aos poucos leva a população mais uma vez à beira do abismo, a grande pergunta é: quando vamos reagir? Quando o povo vai sair deste surto, deste delírio coletivo – que parece não ter fim – e tomar consciência da sua responsabilidade coletiva? Na vida em sociedade, o meu direito termina onde o do outro começa. Para ficar um pouco mais claro, vamos exemplificar. “Se eu fumo, coloco minha saúde em risco, mas tenho esse direito. Mas, se fumo em ambiente onde outros não fumam, ponho em risco a saúde deles, e não tenho esse direito”. 

Apesar de a Constituição Federal garantir o direito de ir vir do cidadão, tal direito não é absoluto, inquestionável. O caso da vacinação contra a covid-19 é um deles que mostra exatamente como isso é na prática. Apesar de muitos acreditarem que a vacinação é algo “opcional”, “Se eu quero me infectar, posso. Desde que não me torne depois um transmissor da doença, nem em casa, nem no hospital, ou para onde quer que eu corra”. E é exatamente nesse ponto em que se quer chegar: reforçar a importância da vacinação, seja contra a covid-19, ou contra a gripe, porque, muito além de um direito coletivo, é questão de honra, de responsabilidade, de dignidade humana e, óbvio, de aprendizado. Afinal, usando a primeira pessoa, se você não aprendeu com o que viveu em 2020 e 2021, eu aprendi e não quero passar por tudo aquilo de novo. 

Então, neste momento, a única solução é reagir e participar do mutirão de vacinação que será realizado neste sábado em Divinópolis, pois, para sair deste momento ameaçador, basta querer, ter responsabilidade, compromisso e noção de direito coletivo. Reagir é preciso!

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