Qual parte?

Qual parte? 

A Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG) determinou a retomada obrigatória de alunos às atividades escolares presenciais a partir de 3 deste mês, valendo para toda a rede estadual. Para as escolas municipais e privadas, prevaleceria a autonomia de cada prefeitura. Questionada logo depois, a SES reafirmou a obrigatoriedade de retorno presencial para alunos de todas as redes escolares de Minas, não sendo facultativa apenas nas escolas estaduais. Neste mesmo dia, a Prefeitura de Divinópolis publicou um decreto incluindo as escolas estaduais da cidade na não obrigação do retorno presencial, como feito para a rede municipal. Decisão questionável, visto que é o Estado quem delibera a respeito dessas unidades educacionais. Qual parte da norma a Prefeitura não havia entendido? Ao perceber o lapso, teve que voltar atrás com direito a explicação do prefeito Gleidson Azevedo e da vice Janete Aparecida, por meio de vídeo. Hello, secretarias e assessorias, esse deslize básico é um sinal de que está faltando atenção ou conhecimento para o óbvio. 

Instinto de sobrevivência 

Garantir autonomia das instituições e devolver ao povo o mínimo que ele merece. Essas duas situações deveriam ser o carro-chefe de quem está à frente de um cargo político. Mas, na prática, isso está longe de ser realidade. A maioria quer mesmo é lutar com unhas e dentes para sobreviver, nem que, para isso, alguém tenha que ir para o sacrifício. Perpetuar no poder é a grande meta, enquanto os responsáveis em colocá-lo no cargo, onde tem todas as mordomias possíveis, “ficam a ver navios”.  Para quem não está por dentro do assunto, a Proposta de Emenda à Constituição do governo federal muda o pagamento de precatórios (dívidas do governo com sentença judicial definitiva). O Executivo do País diz que a medida é necessária porque em 2022 o montante em precatórios deverá alcançar R$ 89,1 bilhões, um acréscimo de R$ 34,4 bilhões em relação a 2021, e o valor poderá comprometer os demais gastos do Executivo. Isso inclui programas sociais, como o Bolsa Família. Este, que poderia ter alguns ajustes e seguir com o mesmo nome. Mas é mais claro do que a neve que mudar a denominação para Auxílio Brasil tem uma visibilidade gigante para o ano que vem. E o que tem em 2022? Para quem sabe ler...

Não se engane 

Para quem acha que essas maracutaias, esse olho no próprio umbigo são restritos ao Congresso Nacional, às Assembleias Legislativas, é bom ficar de olho no seu próprio terreiro. O geoprocessamento sobre o IPTU em Divinópolis, que começou na gestão passada de Galileu Machado (MDB) e é assunto na Câmara, merece atenção. Os discursos dos vereadores sobre a pauta na semana passada mostram claramente onde os interesses estão. A Planta de Valores na cidade não é revisada há mais de 20 anos e vem beneficiando só ricos. Essa é a dica  principal, para você, contribuinte que paga em dia e pelos outros, ficar de olhos atentos nos seus representantes no desdobramento desta discussão no Legislativo. 

Ganho na economia 

Será inaugurada hoje em Divinópolis a agência do Sicredi. A solenidade terá a presença de convidados restritos, devido à pandemia, infelizmente, ainda presente em nosso meio. A agência atenderá à rua Goiás, logo depois da avenida Paraná, das 10h às 16h e contempla pessoas físicas, empresas e o agronegócio. Vale ressaltar que o Sicredi é a primeira instituição financeira cooperativa do Brasil, tem mais de 118 anos e possui cerca de 5 milhões de associados. Ganha a cidade, que agrega mais um impulso na economia, e principalmente o setor   da cadeia produtiva, a agropecuária, que se junta a um importante parceiro para o investimento e comercialização dos seus produtos.  

 

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