Projeto que visa diminuir circulação da bactéria transmissora de febre maculosa é desenvolvido em Divinópolis

Pesquisa é do veterinário e doutorando Clóvis Gomes de Carvalho Júnior

 

 

 

Da Redação

 

Um projeto de pesquisa desenvolvido em Divinópolis visa diminuir a circulação da bactéria transmissora da febre maculosa, que tem como vetor o carrapato-estrela. A pesquisa é do veterinário Clóvis Gomes de Carvalho Júnior e conta com parcerias que incluem o Ministério do Meio Ambiente, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Rio de Janeiro e a Fundação Ezequiel Dias (Funed) em Belo Horizonte.  

 

Iniciada em 2019, com elaboração da tese, apresentação e aprovação feita pela banca examinadora, a motivação para a pesquisa se deu justamente pela incidência da febre maculosa no município.

 

Clóvis explica que o controle do carrapato, vetor da bactéria, é extremamente complicado, pois ele é resistente e parasita mais de um animal ao longo do seu ciclo de vida. Além disso, pode passar até 400 dias sem se alimentar, o que o torna ainda mais difícil de ser exterminado.

 

— Então, ao invés de combater o carrapato, que como expliquei é um combate extremamente difícil, achei melhor evitar a circulação e infecção dos mesmos — disse. 

 

Uma das fases da pesquisa inclui a esterilização das capivaras que são hospedeiras do carrapato, vetor da doença.

 

— Alguns estudos demonstraram que algumas capivaras só ficam doentes uma vez. A doença se desenvolve e depois o animal fica refratário à bactéria. Então, para ter cada vez mais carrapatos infectados no ambiente, é preciso que existam animais que nunca tiveram contato com os carrapatos. Aí que vem a ideia da esterilização. Como os filhotes de capivaras, teoricamente, nunca pegaram carrapato, então se você tirar esses animais do sistema, a circulação da bactéria no ambiente diminui — explicou o doutorando.

 

Outros objetivos 

 

Embora não esteja relacionado diretamente com as capivaras, mas, sim, com a bactéria transmissora da febre maculosa, a pesquisa ainda tem objetivos secundários, que vão auxiliar o município quanto ao mapeamento da presença dos animais na cidade, principalmente ao longo do Rio Itapecerica, já que essas questões serão necessárias à pesquisa e não foram respondidas ao doutorando pelos órgãos municipais. 

 

A pesquisa segue sendo realizada na cidade com apoio também da Prefeitura. Se tudo correr dentro do cronograma já estabelecido, o estudo será finalizado e publicado no ano que vem.

 

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