Progresso contado em alguns nomes que construíram a história de Divinópolis

Personalidades que transformaram a cidade e levam seu nome mundo afora

 

Da Redação

A história de Divinópolis se inicia no século XVIII, por volta de 1730, a partir da ocupação dos Candidés, que se estabeleceram próximo ao rio Itapecerica. Daí foi construída uma pequena capela, em homenagem a São Vicente de Paula. E ao longo dos anos a história do Arraial do Espírito Santo do Itapecerica, hoje Divinópolis, foi marcada pelo progresso e desenvolvimento, em função, principalmente, da chegada da ferrovia à cidade no século XIX.

 

História

Ao longo destes 110 anos, completados neste 1º de junho, muitas pessoas contribuíram para a história de Divinópolis. Trajetória essa que começou com Francisco Machado Gontijo, nascido aqui - um dos grandes responsáveis pelo  crescimento, desde o pequeno Arraial do Espírito Santo do Itapecerica até a cidade de Divinópolis, participando ativamente como um dos líderes da emancipação e também como chefe político e policial destas terras por muitos anos. Recebeu de Pedro X. Gontijo a alcunha de ''Patriarca de Divinópolis'', por seus feitos e dedicação, como se um verdadeiro pai fosse para esta terra. E falando em Pedro Xavier Gontijo,  o X. Gontijo, ele esteve  juntamente com o major Francisco Machado Gontijo e padre Matias Lobato liderando a luta para a emancipação da então Vila Henrique Galvão, em 1909. Farmacêutico por profissão, X. Gontijo foi um dos mais importantes articuladores de sua época. Fazia discursos memoráveis nas aparições em público e escrevia os sempre aguardados boletins "Conversando com os divinopolitanos". O escriba anarquista militou na imprensa local arrancando aplausos de seus adeptos e fãs e a empatia de adversários ideológicos. Sempre que havia uma oportunidade, X. Gontijo gostava de afirmar que : "O meu partido é Divinópolis". Tanto que foi nomeado pelo então presidente de Minas Gerais, Olegário Maciel, como o primeiro prefeito da cidade. Outro personagem dessa época foi Antônio Olímpio de Morais, responsável pela planta da cidade com um traçado moderno e ruas e avenidas largas, dando-lhes os nomes, músico, maestro. Foi o primeiro presidente da Câmara Municipal e trabalhou pela vinda dos Franciscanos para a cidade.

 

Personagens 

Com o passar do tempo, com a cidade respirando progresso, vários personagens ilustres escreveram a história da Cidade do Divino. E cada um deles, à sua maneira, fez de Divinópolis este polo maior do Centro-Oeste.  Nesta reportagem, em data tão especial, o Agora conta a história de alguns deles, pois seria necessário muito mais espaço para falar de cada uma dessas notáveis personalidades.

A começar por Geraldo Corrêa, que foi balconista na loja "Casa Nova", da qual também foi gerente e ao final proprietário, concessionário da "Mercedes Benz". Construiu o Hospital São João de Deus, doando-o à Fundação Geraldo Corrêa. Antes da Casa Nova, foi jornaleiro nas ruas da cidade. E, na década de 60, era dono da maior fortuna de Minas Gerais, sendo proprietário de mais de 100 empresas.

A cidade também viu o progresso chegando por meio de Halim Souki, um libanês que serviu de intérprete, em inglês e francês, à Cruz Vermelha durante a Guerra, instalou a primeira bomba de gasolina em frente à sua propriedade Casa Oriente, perto da ponte do Niterói. Depois instalou a sua nova Casa Oriente na esquina da 1º de Junho com São Paulo, também com a bomba de gasolina. Atuava como rei momo em carnavais. Naturalizou-se brasileiro e foi, sem dúvida, um cidadão brasileiro de coração e divinopolitano da gema.

Já o coronel João Notini, filho de italianos, como agente administrativo, governou a cidade, construiu o Fórum, cadeia, cemitério e foi fundador do Empório Michelini Notini. Foi também presidente da Câmara Municipal e pai adotivo do artista Petrônio Bax.

Considerado o pioneiro da indústria divinopolitana, Jovelino Rabelo tem destaque na história do desenvolvimento da cidade. Natural de Carmópolis de Minas, ele deixa a cidade aos 17 anos em busca de  seus sonhos. Em Divinópolis, participou de vários empreendimentos, como da iniciativa da primeira usina hidrelétrica. É um dos fundadores da primeira siderúrgica do Oeste de Minas: a Cia. Mineira de Siderurgia. Foi um dos fundadores da Cia. Laminação e Cimento Portland Pains, hoje Gerdau. Com o sócio Puntel Sobrinho, criou a primeira rádio na cidade: a Rádio Cultura de Divinópolis. Em 1947, foi eleito prefeito com larga vantagem de votos. No cargo, doou o terreno e autorizou a construção do Campo de Aviação. Executou a obra do primeiro viaduto do Porto Velho, que era um desejo antigo dos moradores. Criou o primeiro posto telefônico para servir à população.

 

Artes

Nas artes, além do músico e compositor Túlio Mourão, da poeta Adélia Prado e de tantos outros que levaram o nome da Cidade do Divino para além fronteiras, Divinópolis acolheu Geraldo Teles de Oliveira (GTO). Nascido em Itapecerica, veio para a cidade em 1920. Foi marinheiro no Rio de Janeiro e rondante em Belo Horizonte. Aqui, inspirado em seus sonhos, começou a esculpir madeira, produzindo obras incomuns conhecidas e elogiadas no mundo inteiro. 

Fonte: Livro "Construtores da História de Divinópolis", elaborado por Mauro Corgosinho Raposo e Mercemiro de Oliveira Silva.

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