Procedimento inédito de auxílio na cicatrização de lesão em bebê com síndrome de apert é realizada no CSSJD

Implantação de “pele sintética” permitirá que vasos e novas células trabalhem para acelerar a cicatrização da lesão

Da Redação 

O Complexo de Saúde São João de Deus e a O2 Hiperbárica realizaram um procedimento inédito na região: a implantação de uma matriz dérmica, ou seja, pele sintética, para auxiliar no processo de cicatrização de uma lesão em uma bebê de apenas um ano, que está há três meses internada na instituição. 

A criança é Portadora da Síndrome de Apert, uma doença genética rara que afeta o crânio, face, mãos e pés, sendo causada por uma mutação genética que leva a um fechamento precoce dos ossos do crânio do bebê, ainda no útero, não deixando espaço para que o cérebro se desenvolva, causando uma pressão excessiva sobre ele, além de deformidades nas mãos ou nos pés. De acordo com a família, a bebê passou por uma cirurgia craniofacial e estava recebendo acompanhamento na Unidade de Terapia Intensiva - UTI Neopediátrica. Entretanto, durante a recuperação, passou por algumas complicações como a hidrocefalia e meningite, além de uma lesão na cabeça, cuja cicatrização estava lenta.  Após o procedimento, a menina está recebendo os cuidados dos profissionais da Pediatria do CSSJD.

Segundo o Coordenador Médico da UTI Neopediátrica, Dr. Júlio César Veloso, em razão da demora na cicatrização da lesão, foi solicitado junto à O2 Hiperbárica, o tratamento de oxigenoterapia hiperbárica, no qual o paciente respira oxigênio puro (100%), enquanto é submetido a uma pressão 2 a 3 vezes maior a pressão atmosférica ao nível do mar, no interior de uma câmara hiperbárica. “Isso já está sendo feito, com sessões diárias e a resposta foi satisfatória. Embora ela ainda precise de outras abordagens, nesse momento (o tratamento) já proporcionou a aceleração do processo de cicatrização e tem evitado as contaminações que estavam sendo recorrentes”, explicou.

Por não ser custeado pelo Sistema Único de Saúde – SUS, a O2 Hiperbárica subsidiou as sessões. De acordo com o Médico Hiperbárico, Dr. Henrique Maciel Prudente, a realização do procedimento é apenas uma das etapas para a recuperação da paciente, que segue evoluindo bem com as sessões de oxigenoterapia hiperbárica. “A matriz dérmica é uma etapa da cicatrização da lesão dessa paciente. Já foi realizado o desbridamento, além das sessões de oxigenoterapia hiperbárica que geraram uma melhora importante do tecido e do aspecto, acabando a necrose e granulando a lesão. Com a matriz, a nossa expectativa é manter esse curativo fechado em torno de 5 a 7 dias, para depois tirarmos. Após esse período, esperamos já ter uma agregação dessa matriz no tecido”, explicou.

A expectativa da família agora é dar continuidade ao tratamento para que a filha siga se recuperando. “Ela estava num período em que sentia dor, e nesse processo da hiperbárica, ela ficou mais calma. No começo foi mais difícil, mas a medida que o tempo foi passando, fomos nos fortalecendo e hoje venho para o hospital com a cabeça mais descansada. Só tenho a agradecer ao pessoal da UTI, da Hiperbárica, da Pediatria, porque são pessoas que me acolheram muito bem”, finalizou a mãe da paciente, Thauane Michele da Silva. 

O Complexo de Saúde São João de Deus agradece à O2 Hiperbárica pela parceria nesta ação, afinal, é graças a esta visão inovadora que a instituição consolida sua posição de destaque no cenário da saúde estadual e nacional, trabalhando para oferecer aos seus clientes uma assistência que os coloquem no centro do cuidado.

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