Precisa de apoio de todos

Batendo Bola

José Carlos de Oliveira

 

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Precisa de apoio de todos

Tem muita gente, principalmente pessoas que não acompanham o dia a dia do Guarani de Divinópolis (além daqueles que sempre são do contra), criticando a decisão do Conselho Deliberativo, de pedir licença na Federação Mineira de Futebol (FMF), e ficar fora do Campeonato da Segunda Divisão 2022 - na verdade a “Terceirona” -. Mas, nessa situação, os membros do conselho fizeram realmente o certo, agiram com a razão, e não com a emoção.

 

Sem grana

Analisando de fora a decisão tomada, conclui-se que não havia mesmo outra saída. Hoje, sem presidente - depois que os últimos dois mandatários jogaram a toalha antes de concluírem seus mandatos -, o Bugre vive aterrado em dívidas e não tem dinheiro para se lançar em uma nova aventura, que só faria o clube se afundar ainda mais no buraco em que já se encontra.

Para participar da “Terceirona” o Bugre precisaria de, no mínimo, R$ 400 mil, grana que o clube não possui e nem tem de onde tirar.

 

Falta apoio

Bem que muita gente até tentou arrecadar o dinheiro que viabilizaria a participação do Alvirrubro no estadual. Mesmo conseguindo ajuda de uns poucos divinopolitanos e de algumas empresas, não foi o suficiente para garantir o time no Mineiro.

Essa é a única verdade e a realidade...

 

Mas tem mais

O presidente do Conselho Deliberativo do Guarani, Dr. Aléssio Salomé, se mostra esperançoso e garante que o futebol profissional volta no ano que vem, com time para buscar o acesso, e não para ser um mero participante do campeonato.

Que o otimismo do presidente se torne realidade em 2023 é a nossa esperança, mas desde já é bom que a torcida, as empresas da cidade e principalmente os políticos comecem a se mover, porque a grana não cai do céu e, para sair da lama onde se meteu, o Guarani precisará é da ajuda de todos.

 

Valeu pelos três pontos

O Cruzeiro segue em seu bom momento, líder disparado da Série B do Campeonato Brasileiro, com cinco pontos de vantagem sobre o segundo colocado e nove sobre o quinto, que é o Grêmio (o primeiro fora da zona de acesso), e tem tudo para atingir seu principal objetivo no ano – que é retornar à Série A – antes mesmo das rodadas finais da Série B, mas nem por isso pode se descuidar. Tem que continuar evoluindo, para não transformar o sonho em pesadelo.

 

Ficou devendo

O técnico uruguaio Paulo Pezzolano conseguiu, sim, dar uma nova cara ao Cruzeiro, que mostra tática e esquema de jogo em suas partidas, mas nem por isso pode-se esquecer dos defeitos que o time tem mostrado em alguns jogos, principalmente no duelo de sexta-feira, quando venceu o Criciúma por 1 a 0, mas não convenceu a torcida.

E essa é a verdade, no triunfo da semana passada, a Raposa conseguiu o mais importante, que eram os três pontos, mas alguns atletas mostraram bem menos do que podem e sabem fazer, e o próprio treinador reconheceu isso, ao fazer três mudanças logo na volta do intervalo.

 

Números ajudam

Na situação atual, os números jogam a favor do time, que pode se dar até ao luxo de algum tropeço e mesmo assim continuar na ponta, mas como ninguém vence nada de véspera, que fiquem atentos aos detalhes, para seguir crescendo e transformem o sonho em realidade.

O Cruzeiro está, sim, com meio caminho andado para o tão sonhado acesso, mas é bom não descuidar e entrar numa de já ganhou, porque no futebol não há nunca verdades que são eternas. O bam-bam-bam de hoje nem sempre será o vitorioso de amanhã.

 

China Azul

A Raposa é líder e segue disparada na ponta, mas muito ainda terá que ralar até o fim do ano, e é nessas horas que tem que aparecer seu 12º jogador, sua torcida. Até aqui a China Azul vem dando o show e é a maior responsável pelo bom momento do Cruzeiro, mas esse apoio tem que ser real a cada dia. Fazer do Mineirão uma arma contra os seus adversários será meio caminho andado para o clube alcançar o sucesso.

Que ninguém se esqueça disso e siga cada um fazendo o seu papel. Com torcida e time juntos, o Cruzeiro será, sim, imbatível e pode até alçar voos mais altos. Basta acreditar.

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