POR QUÊ O(SS) DERROTADOS AINDA NÃO “DERAM O GOLPE”?

 

O grande mentor da ciência política moderna Niccolò Machiavelli (1469 – 1527) estaria também   intrigado com essa pergunta em suas inquietações, pudéssemos ouvi-lo do além-túmulo. É uma pergunta que está associada a um funesto receio da burguesia fascista teomiliciana, aquela que se viu derrotada nas últimas eleições e que ataca por todas as formas a democracia. 

Ora, derrotada essa burguesia sempre foi e sempre será, desde que o povo tenha a devida liberdade para votar, sem ameaças e coações. Essa burguesia nunca ganhou eleições nesse país de forma legítima, sem que impusessem impedimentos diversos – até mesmo intelectuais - à classe baixa, sequer desde a justiça eleitoral criada recentemente em 1932 (Pasme-se!).

Aliás, desde a pseudo independência - apoiada pelos latifundiários escravocratas - o comando do país se mantém junto aos mesmos exploradores. A diferença é a capacidade sistêmica que eles adquirem ao longo do tempo de alternância material no uso da retórica,  sempre sem fugir das evasivas alegações de TRADIÇÃO, DA FAMÍLIA, DA LIBERDADE E DE DEUS (...).

Qual tradição?

Qual família?

Qual liberdade?

Qual Deus?

Como podem alegar “tradição” se não respeitaram o povo e a democracia exatamente nos momentos históricos em que foram derrotados? Como podem alegar “família” quando às mantêm em secular miséria e pobreza, além da exploração pelo trabalho humilhado e desvalorizado? Como podem falar em “liberdade” quando patrocinam a terceira maior população carcerária do planeta, já quase chegando à casa de um milhão de enclausurados (pobres e pretos em sua maioria)? Como podem alegar “Deus”com seus mentores espirituais que pregam o ódio e a morte dos “diferentes”, nos mesmos moldes da idade média?

Mais uma vez a história coloca diante do povo essa burguesia capitalista sanguinária, porém derrotada, e mais uma vez lá está ela, tramando (...).  Não o concretizaram ainda por conta da vigília internacional associada ao carisma político e liderança legítima do candidato vencedor. Aliás, um vencedor que já governou esse país por oito anos e colocou o Brasil no mais alto patamar de respeitabilidade mundial.

O candidato vencedor foi o homem mais investigado do mundo, até mesmo pela CIA e FBI, a mando de juízes corruptos e parciais, os quais podem ser claramente identificados no Museu da Lava-Jato (museudalavajato.com.br).

Quem disse que o candidato vencedor já se apropriou de algo que não lhe pertencia? Quem disse que ele “tomou” propriedades de alguém em seu governo? Quem disse que ele fechou igrejas? Quem disse que ele se mostrou comunista em seus governos passados? Quem disse que ele é comunista? Aliás, quem o acusa (burguesia) sabe alguma coisa sobre comunismo?

Tais pessoas nada sabem, evidentemente. A única coisa que sabem – com grande experiência histórica – é criar intrigas para fustigar as forças armadas (como sempre) ao ponto de fazê-las instrumento de perseguição, tortura e morte, conforme a própria história comprova em tristes lembranças.

Fato é que os vencedores democráticos do último pleito ainda não puderam comemorar devidamente. Estão com receio. Há “ares de golpe” e o temor é justificável, por que os malditos de sempre continuam tramando, na sombra, feito aranhas, ainda que as teias da história estejam bem cheias, repletas, dos seus próprios restos.

(Volto em Janeiro/23. Abraços!)



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