Polícia

Polícia 

É o que se ouve nos quatro cantos da cidade, quando o assunto é a Vila Vicentina. Uma unidade que tem uma história linda com Divinópolis, onde passaram pessoas amadas em toda a região, como o padre Libério. Foi lá que ele passou seus últimos dias de vida. Destino também de muitos idosos, conhecidos ou não, mas que escolheram ou alguém, como um familiar, escolheu para viver ou passar uma temporada. O objetivo? Interagir com companheiros de jornada, serem bem tratados e acolhidos com amor e respeito. No entanto, não foi isso que os atuais moradores receberam nos últimos tempos. Muito pelo contrário, arbitrariedades detalhadas pelo Agora por meio de fontes e que viraram caso de polícia. Estão nas mãos da Polícia Civil as investigações e as providências adequadas e almejadas por parentes dos idosos e pela população estarrecida com tanta barbárie contra seres indefesos. 

Exclusivos 

O Agora, que tem como princípio uma apuração séria, antes de qualquer publicação, trabalhou arduamente para conversar com exclusividade com ex-funcionários, atuais e parentes de idosos que residem na Vila Vicentina. Os depoimentos são estarrecedores e dolorosos, mas necessários para que as devidas providências sejam tomadas. Não basta apenas se basear em notas explicativas de um lado ou de outro, pois a situação não se resume a apenas irregularidades que precisam ser sanadas, como se fosse uma inspeção qualquer em que se encontra alimentos vencidos, por exemplo. Vai muito além disso. Trata-se vidas em risco envolvendo pessoas incapazes de se defender fisicamente e mentalmente. Não é possível que nem em uma situação dessa alguns seres humanos são capazes de se colocar no lugar do outro. E se fosse um parente? Um pai, mãe, irmão, avó, avô. Não é o caso apenas de se fazer justiça como se espera que faça –, mas de dignidade, empatia e amor. 

Bomba 

 Na Câmara, onde raramente se passa uma semana sem um “quid pro quo”, seja entre os vereadores, deles com algum membro do Executivo, a formação de mais uma CPI foi assunto principal da tarde. Falou-se em bomba, culpados, investigação, obrigações, mas não se comentou sobre a responsabilidade das comissões da Casa no sentido de fiscalizar esse tipo de situação. A não ser Lohanna França (PV), como presidente da Comissão de Saúde, citando a lei que prevê, revelou ter cobrado da Vigilância Sanitária em 2021 vistorias periódicas não somente na Vila Vicentina, mas em entidades que prestam assistência a idosos em Divinópolis. Nesse sentido, se há determinação do Estatuto do Idoso, por que a Prefeitura diz que só faz inspeções com busca ativa ou denúncias? Está aí a pergunta. Afinal, só na Vila, são 82 idosos que precisam de cuidados especiais. 

Mais uma 

Muito se fala em barulho no uso da Tribuna da Câmara, palavra usada por quem acompanha as reuniões e pelos próprios vereadores, e ontem não foi diferente. Flávio Marra (Patriota) foi um deles, quando pediu a instauração de mais uma CPI. Dessa vez, para investigar o Crevisa, depois de achar um freezer cheio de cachorros sacrificados. Mais uma que só pode ser iniciada depois que finalizar uma das três abertas na Casa e outra acusação envolvendo o órgão municipal que cuida dos animais. Pelo visto, essa queda de braço ainda vai longe. 

Denúncia 

Outras manifestações frequentes no Legislativo se repetiram ontem. Os desafetos do secretário de Saúde, Alan Rodrigo o presidente do Conselho Municipal de Saúde (CMS), Warlon Elias, e o vereador Ilton de Aguiar (MDB) –, fizeram duras críticas a ele. Warlon revelou ter denunciado a reprovação das contas da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), do ano de 2020, e o próprio secretário ao Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE/MG). A alegação é de possíveis iniquidades nas contas da pasta do ano de 2021 até a data atual. Na sua fala, Eduardo Azevedo (PSC) revidou as falas e chamou os dois de mentirosos. Saiu em defesa do irmão prefeito. Normal, dentro de uma democracia, onde tem os prós e os contras. O que precisa dar um basta em Divinópolis é essa politicagem barata em ano eleitoral. 

 

 

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