Para comemorar

Para comemorar 

Há exatamente um ano e um dia, em 17 de janeiro de 2021, era aplicada a primeira dose da vacina contra a covid-19 no Brasil. Desde então, três em cada quatro brasileiros receberam ao menos a primeira aplicação de um dos imunizantes. Nestes 366 dias, o país se aproxima do patamar de 70% da população com as duas doses, enquanto 15% já receberam a de reforço e cerca de 75% ao menos a primeira dose. Os dados são do Painel Monitora Covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Agora, dá-se o pontapé para proteger crianças de 5 a 11 anos. Por isso, é para comemorar, sim, e duplamente, o avanço neste período e a conquista para os menores de 12 anos, que, para o conhecimento dos incrédulos e negacionistas, também são transmissores. Aplausos para a ciência, para o SUS e para os conscientes. Uma parceria e tanto a favor da vida. 

Papel decisivo 

Especialistas são unânimes em afirmar que as vacinas reduziram a ocorrência de casos graves e mortes na pandemia, mesmo que o crescimento de variantes mais transmissíveis tenha provocado novas ondas de disseminação do coronavírus. E olha que nem precisa ser expert no assunto, como os profissionais da Fiocruz, para enxergar isso. Mas a turma do contra faz questão de atrapalhar o processo. É nítido que o sucesso do enfrentamento a mais essa onda do vírus depende da eficiência de estados e municípios, principalmente com relação ao avanço nas aplicações da segunda dose e da dose de reforço, como ocorre em Minas Gerais, um dos cinco estados que mais vacinou no país. No entanto, nunca é demais lembrar que a população tem um papel crucial nesta empreitada. Não adianta investimento, aumento na vacinação, se não houver a participação popular ‒ aliás, em tudo, para o sucesso de um município, um estado, ou um país. Nesse assunto, então, é primordial. O poder público sozinho não dá conta, principalmente, quando se trata de prevenção. É agora ou nunca. Ou se deixa pelo menos uma vez na vida o egoísmo de lado, ou poderá ser tarde demais. 

O que dizer 

Do bombardeio de informações confusas, muitas falsas, supervalorizando efeitos adversos raros previstos na vacinação? Como, infelizmente, muitas pessoas acreditam e não procuram formas de se informar melhor, acabam ignorando os benefícios que as vacinas trouxeram desde o início da pandemia. Fechar os olhos para o óbvio em casos como esses deixa de ser ignorância, a burrice é a palavra mais adequada. Tenha a santa paciência! 

Delírio negacionista 

Tem um ditado bem interessante que diz: “De gênio e louco, todo mundo tem um pouco”! Mas uns excedem o grau, isso é fato. É uma forma de ilustrar a ação  de autoria do advogado bolsonarista Wilson Issao Koressawa, impetrada contra o apresentador do Jornal Nacional da Globo, William Bonner. Ele pediu a prisão do jornalista alegando crimes de indução de pessoas “ao suicídio, de causar epidemia e de envenenar água potável, de uso comum ou particular, ou substância alimentícia ou medicinal destinada a consumo". Além disso, que Bonner fosse proibido de "incentivar a vacinação obrigatória de crianças e adolescentes e a exigência de passaporte sanitário". Tudo isso depois da repercussão do editorial do JN no último dia 6 que tratava desses assuntos. Olha aonde chega o delírio de alguém possessivo por uma pessoa ou uma causa. Não aceitam que outros tenham opiniões divergentes, mesmo quando estão do lado da verdade. No entanto, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios rejeitou a ação no último domingo, que foi definida como “descabida” pela juíza Gláucia Falsarella Pereira Foley. E resumiu: "O poder Judiciário não pode afagar delírios negacionistas, reproduzidos pela conivência ativa ‒ quando não incendiados ‒ por parte das instituições, sejam elas públicas ou não", enfatizou a magistrada. 

Seguidores fanáticos 

Para registro, o que a imprensa séria vem fazendo, nada mais é do que levar a verdade à população e defender o que já foi provado por a+b pela ciência. O resto é terror dos “médicos de plantão” aficionados e desprovidos de conhecimentos e, ainda por cima, imbecis. 

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