Ora, direis, salve, salve!

 Ora, direis, salve, salve!

O nosso papa Francisco, nas vésperas de ser elevado no seu Canon religioso, deitou falação corajosa, ou pelo menos destemida e comovente, apostrofando os pais que não querem criar filhos. E o pior, segundo ele, é que tais pais estão trocando ter filhos da mesma espécie deles, andam preferindo criar animais. Daí que a multidão de cães e gatos cresce embonecada e amada em danosa multidão enquanto, de filhos, nem pensar.

  1. A. Pereira, coroado colunista do jornal Folha de S. Paulo, domingo, 9, extravasou toda a sua verve e talento, diante do pronunciamento do papa Francisco. Impávido, com a autoridade de quem está às vésperas de subir de status, não poupou o verbo vergastando pais omissos que, além de não quererem filhos, os trocam por animais domésticos. Assim a população de cães e gatos e papagaios cresce enquanto a população de crianças decresce conforme zelosas e assustadoras estatísticas. A continuar, daqui a pouco serão objeto de visita de incrédulos que ainda sobrevivam e existam, tão raros e exóticos... 

Continuando seu solilóquio diz o articulista que “...os padres são as únicas pessoas a quem, no futuro, chamarão de pai, menos os filhos que os chamam de tio". Comenta ainda o autor que é preciso reconhecer que a maioria dos padres, de fato, não tem filhos, apesar de chamarem de filhos a todos. E o coroado autor se declara sobressaltado vez que a autoridade que critica e chega a marginalizar pessoas que optaram por um modelo de vida que não inclui filhos. É… Comenta o autor: 

— Como é que o papa abomina tanto os pais que trocam filhos, naturais, por animais, que amam tanto animais, que tenham, na metáfora do Espírito Santo, um animal , uma pomba. E é lindo, e...

O que desmerece a sensibilidade do papa Francisco, devoto-mor, como eu, do Espírito Santo, é lembrar com respeito, senhor autor do texto , R. A. Pereira, que o Divino Espírito Santo pousou nestas nossas paragens batizando nossa cidade de Divinópolis - Terra do Divino...

Salve, salve! Ora pro nobis...




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