Operação Vidas Roubadas combate exploração sexual

Ação da PM e MP busca coibir a prostituição de crianças e adolescentes; 12 mandados foram cumpridos

Bruno Bueno

Um mandado de prisão e 11 de busca e apreensão foram cumpridos em Divinópolis na madrugada de ontem durante a operação Vidas Roubadas. São alvos da operação exploradores, agenciadores, intermediadores e clientes frequentes de programas sexuais envolvendo adolescentes. 

A ação foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em conjunto com a Promotoria de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente e apoio da 7ª Região da Polícia Militar (7ª RPM) e busca combater a prostituição e exploração sexual de criança e adolescente.

O comandante da 7ª RPM, coronel Wemerson Lino Pimenta, discursou durante a coletiva que apresentou os números. Ele ressaltou a importância da ação e informou que a parceria com as autoridades favoreceu o combate à criminalidade.

— Nesta data, estamos lançando a operação Vidas Roubadas. Uma ação capitaneada do Gaeco do Centro-Oeste com sede em Divinópolis. (...) É uma iniciativa do MP em parceria com a Polícia Militar. (...) Cada vez mais importante no cumprimento da nossa missão constitucional e institucional para cada vez mais levar segurança para a nossa população da região (...) Essa parceria com o Ministério Público rendeu diversos frutos — destacou.

 

Participação

Ao todo, conforme informações do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a operação contou com a participação de três promotores de Justiça, seis agentes do Gaeco, dois servidores do MP, 50 policiais militares e 15 viaturas. A pena para o crime, previsto no artigo 218-B do Código Penal, é de quatro a dez anos de detenção.

Os dados da operação foram divulgados em coletiva realizada na manhã de ontem na sede do MP em Divinópolis. No local, estiveram presentes diversos policiais militares e membros do MP. O promotor da Infância e Juventude, Casé Fortes,  comentou sobre a ação.

— É uma iniciativa do Gaeco sobre a liderança do promotor Leandro Willi e o imprescindível apoio da Polícia Militar. (...) Se trata de uma operação importantíssima, porque ela abrange diversos delitos que são ligados à pedofilia. Nós teremos informações muito importantes para prevenir futuros acontecimentos e conhecer melhor essa rede de exploração sexual através da prostituição de adolescentes e crianças — afirmou.

 

Envolvidos

Casé Fortes também explicou que todos os envolvidos no esquema de prostituição, seja a pessoa que contrata adolescentes,  a agenciadora ou a pessoa que mantém relação sexual, está comentendo um crime grave. Uma jovem, de 27 anos, suspeita de agenciar adolescentes para a prática, foi ouvida ontem pela manhã. Outras pessoas que podem estar envolvidas serão ouvidas no decorrer desta semana.

O promotor e coordenador regional do Gaeco Centro-Oeste, Leandro Willi, agradeceu o apoio das autoridades envolvidas. 

— Na oportunidade foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e 11 de prisão temporária. A iniciativa é decorrente de uma investigação instaurada inicialmente na Promotoria da Infância e Juventude com a colaboração do Gaeco Regional de Divinópolis. (...) Queria agradecer o apoio da Polícia Militar que está cumprindo os mandados de prisão e busca e apreensão — detalhou.

Conforme os envolvidos, as investigações começaram a partir de casos de abuso sexual que foram registrados na Vara da Infância e Juventude. Quatro meses de trabalho de apuração e investigação foram realizados. Além dos mandados, nove porções de maconha e dez telefones celulares foram apreendidos.

 

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