Ocupação dos leitos de UTI covid cai para 20%

Oito dos 41 leitos disponíveis em Divinópolis estão preenchidos

Da Redação

A ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para pacientes com sintomas de covid-19 caiu para 20% em Divinópolis. Os dados, divulgados pelo Executivo, são da tarde de ontem. Segundo informações da Prefeitura, que respondeu por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), os dados referentes às hospitalizações de pacientes com sintomas da doença no município mostram que, atualmente, apenas oito dos 41 leitos desse setor estão preenchidos. No setor de enfermaria, a taxa é de 41,8%, com 18 leitos ocupados entre os 43 totais do município. 

Os dados são menores do que os divulgados na última segunda, 3. Conforme a Semusa, na data, 12 pessoas estavam internadas nas UTIs, entre os 41 leitos disponíveis na cidade para pacientes com covid-19, representando uma ocupação de 30%. No setor de enfermaria, a taxa era de 44,2%, com 19 leitos ocupados entre os 43 totais do município.

 

Hospitais

A Semusa também divulgou a situação dos hospitais da cidade. Segundo a pasta, nas UTIs, o Complexo São João de Deus (CSSJD) registrou um paciente no CTI adulto e cinco no CTI infantil da área atendida pelo SUS, além de um paciente no CTI adulto da área suplementar. 

Já no Hospital Santa Mônica, localizado no bairro Padre Libério, há um paciente internado no CTI adulto. O Hospital Santa Lúcia, que fica na avenida JK, assim como o Hospital São Judas Tadeu, localizado no Centro, não têm nenhuma internação por covid-19 nesse setor.

 

Enfermaria

Na enfermaria, o Complexo de Saúde São João de Deus (CSSJD) registrou 11 pacientes internados na área atendida pelo SUS e dois pacientes na área suplementar. No Hospital Santa Lúcia dois pacientes estão internados. O Hospital São Judas Tadeu tem três pacientes no segmento. O Hospital Santa Mônica, por sua vez, não registra internações nesse setor.

 

Crianças

O resultado da consulta pública realizada pelo Ministério da Saúde sobre a vacinação em crianças de 5 a 11 anos de idade mostrou que a maioria se manifestou contrária à necessidade de apresentação de prescrição médica para vacinação e não concordou com a obrigatoriedade da vacina.A divulgação ocorreu ontem, em audiência pública.

— Tivemos 99.309 pessoas que participaram neste curto intervalo de tempo em que o documento esteve para consulta pública, sendo que a maioria se mostrou concordante com a não compulsoriedade da vacinação e a priorização das crianças com comorbidade. A maioria foi contrária à obrigatoriedade da prescrição médica no ato de vacinação — anunciou a secretária extraordinária de Enfrentamento à Covid-19 do Ministério da Saúde, Rosane Leite de Melo.

A secretária informou que a pasta apresentará hoje um documento com o posicionamento a respeito da vacinação de crianças e adolescentes.

Disponível por 11 dias, a consulta pública colocou em discussão a inclusão de crianças no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19.

O ministério tem se posicionado a favor de que a vacinação de crianças de 5 a 11 anos de idade ocorra mediante a apresentação de prescrição médica e o consentimento dos pais.

 

Prioridade

Rosane Leite de Melo disse que o ministério também deve se posicionar para que a vacinação seja realizada obedecendo a uma ordem. Os primeiros a se vacinar seriam as crianças de 5 a 11 anos de idade com deficiência permanente ou comorbidades e crianças que vivam em lar com pessoas em alto risco para a evolução grave da covid-19. Na sequência se vacinam as crianças sem comorbidades. Primeiro as de 10 e 11 anos de idade, depois as de 8 e 9 anos de idade, em seguida as de 6 e 7 anos de idade, e, por fim, as de 5 anos de idade.

— Em todos os casos será exigida a prescrição médica e a autorização dos pais ou responsáveis, mediante assinatura de termo de consentimento. As vacinas devem ser aplicadas seguindo fielmente as recomendações da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] — ressaltou a secretária.

A vacinação em crianças de 5 a 11 anos de idade foi liberada pela Anvisa há duas semanas. A agência reguladora autorizou a aplicação da vacina da Pfizer.

No início da semana, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que as doses para crianças de 5 a 11 anos de idade devem começar a chegar ao Brasil na segunda quinzena de janeiro. O laboratório Pfizer, fabricante do imunizante, confirmou o prazo previsto pela pasta.

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