O sol do meio-dia

O sol do meio-dia 

A Câmara de Divinópolis, ontem, conseguiu surpreender a população ao aceitar o pedido de investigação contra o vereador Diego Espino (PSC). A votação precisou ser decidida pelo presidente do Poder Legislativo, Eduardo Print Júnior (PSDB), que decidiu a favor da admissibilidade da denúncia. Os próximos capítulos da nova novela divinopolitana serão detalhados neste diário, com total imparcialidade e ética. O que mais chamou a atenção na votação de ontem foram as mensagens – não tão – subliminares que ela trouxe. Nem mesmo a série de acusações feitas no documento foi capaz de convencer alguns parlamentares.

Quem acompanha a política local está “careca de saber” que Diego Espino é da base do prefeito. Outro fato que chama a atenção foi que, depois dessa denúncia, a relação entre Flávio Marra (autor da denúncia) e Gleidson está estremecida, pois ambos trocaram “farpas” nas redes sociais depois que o pedido de cassação do mandato de Diego Espino foi protocolado. Agora, se todo esse contexto de “quem é base, quem é oposição, cassação, denúncia, troca de farpas” é bom para o povo, é outra situação. Talvez analisando um pouco mais a fundo tudo isso, esse jogo político já bem conhecido pelo povo mostre também que de novo essa atual política não tem absolutamente nada. Muito pelo contrário, a velha política está tão ou mais viva quanto antes. 

A Câmara de Divinópolis está literalmente “rachada”. Justamente por todas essas mensagens subliminares, é possível ver que parte dos parlamentares não são independentes. De alguma forma, eles dependem do Poder Executivo. Em seu artigo segundo, a Constituição Federal estabelece que: “São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.” 

Talvez esses ataques entre si protagonizados pelos vereadores tragam mensagens mais claras que o sol do meio-dia, e só não enxerga quem não quer ver. É como diz aquele velho ditado: “não adianta tentar tapar o sol com a peneira”.

 

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