O racismo organizado: um paradoxo nazista infiltrado nas relações humanas

O RACISMO ORGANIZADO: um paradoxo nazista infiltrado nas relações humanas

Em pleno século XXI estamos convivendo com a retrocedência de conceitos há muito banidos pela evolução do mundo: a volta do “neonazismo”.

No último dia 10 de fevereiro, durante a 1ª Conferência do Conselho Municipal da Promoção da Igualdade Racial, realizada por videoconferência, houve sérios ataques racistas e nazistas que deixaram um sinal de alerta e imensa tristeza nos corações verdadeiramente humanos.

É sabido que a violência é a forma mais eficaz de prender e controlar seres humanos, e isso é injustificável. 

A vida é uma dádiva e a cor da pele não é escolha de ninguém e tampouco diminui ou aumenta o poder de um ser humano sobre outro.

Com relação ao nazismo é importante esclarecer que se trata de uma ideologia política essencialmente racista disseminada amplamente pelo Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, criado em 1920 por Anton Drexler na Alemanha.

Entre os principais objetivos do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães estava a total união dos alemães, a expulsão de estrangeiros, e posteriormente tornar a Alemanha um país poderoso e com muitos territórios. 

O nazismo, enquanto regime político, durou de 1933 a 1945, instituído pelo próprio Hitler por meio do Terceiro Império, também denominado Reich.

Algumas das principais características da filosofia nazista desenvolvida por Hitler era o racismo, a xenofobia, o nacionalismo e o antissemitismo. 

As autoridades mundiais devem coibir esse novo terrorismo a todo custo sob o argumento de que não há mais espaço para retrocesso num mundo onde os negros têm voz e consciência de seus direitos e não se calam mais aos desmandos de seres que se julgam superiores.

O racismo está impregnado na alma das vidas pobres e persistem em querer dominar por meio da força e da violência, e agora em conluio com os ideais neonazista.

Trazendo a problemática para o município de Divinópolis, tem-se que os ataques ocorridos traduzem a gravidade da situação num contexto que traduz simplesmente em ódio, o qual deve ser combatido através de políticas afirmativas tendo como base o princípio de tudo, que é a educação. É sempre recomeçar e evoluir.

Pessoas com medo e terror são resultados da eficácia dos seus agressores, e por esse motivo o ódio deve ser combatido e enfrentado.

O ser humano é passageiro e toda a sua trajetória é individual, ou seja, a vida é individual, a aparência é individual, mas as lágrimas são coletivas. 

O amor é a base e a essência de uma raça pura porque quando o ser humano tomar a consciência de que a cor da pele é um mero detalhe, e que todos têm direitos à palavra de ordem e à sua própria existência, o mundo será muito melhor.

Maciel Lúcio da Silva. Advogado. Presidente da Comissão da Promoção da Igualdade Racial e Direitos Humanos da 48ª Subseção da OAB/MG. E-mail: [email protected]

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