O primeiro passo

O primeiro passo 

Pouco a pouco o cenário político de 2022 começa a ser montado. As trocas de partidos, as junções, quem vai para onde, faz o que, sai a que, já começa a ser desenhada Brasil afora. Tudo está dentro da normalidade, do ritual de um ano de eleições. Mas, nesta corrida eleitoral, os candidatos que disputarão duas reeleições estão encontrando algumas “pedras pelo caminho”. Nesta segunda-feira, 21, mal o sol tinha raiado e os agentes das forças de segurança de Minas Gerais já estavam reunidos na Praça da Estação, no Centro de Belo Horizonte. Em um grito uníssono, eles protestavam contra vetos da gestão do governador Romeu Zema (Novo) sobre a recomposição salarial prometida em 2019. O movimento durou todo o dia. Além da segurança pública, o governo enfrentará uma nova batalha no início do próximo mês. No dia 8 de março, está agendada a paralisação da Educação, que já tem até indicativo de greve por tempo indeterminado. 

Não diferente do Zema, o prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo (PSC) também enfrenta resistência dos servidores públicos municipais com a proposta feita pelo Município em relação à campanha salarial 2022. No dia 8 de fevereiro, a categoria realizou um ato de manifestação na porta do Centro Administrativo da Prefeitura, contra a postura adotada pela atual Administração, que encerrou as negociações com os sindicatos representantes do funcionalismo municipal e pagará do seu jeito a recomposição salarial deste ano. A situação, claro, respingou até mesmo no irmão do prefeito, o deputado estadual Cleitinho Azevedo (PSC), que, para não ter sua futura campanha eleitoral prejudicada, teve que intervir na situação. No entanto, nem assim, os servidores municipais aceitaram a proposta do Município. A categoria manteve o estado de greve e promete uma manifestação na porta da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). 

Ao que tudo indica, 2022 realmente não será um ano fácil para quem for disputar as eleições. Parece que o “cerco está se fechando” e os governantes, enfim, terão que sair do âmbito das promessas e partir para a realidade. Ao que tudo indica, os candidatos que tentarão sua reeleição terão “se virar nos 30”, e fazer suas promessas virarem realidade. Talvez o “tempo de promessas” tenha ficado para trás. Ou quem sabe o povo, enfim, queira o que é seu por direito e garantido na Constituição Federal. E é como dizem por aí: “antes tarde do que nunca”. Como disse Martin Luther King, “Suba o primeiro degrau com fé. Não é necessário que você veja toda a escada. Apenas dê o primeiro passo”. Essas manifestações quem sabe sejam apenas o primeiro passo que a sociedade precisa. Afinal, palavras bonitas e vídeos parecem não convencer mais tanto assim.

Hoje, diante do atual cenário do Brasil e com a chegada das eleições, é mais do que necessário que o brasileiro consiga enxergar que não só de promessas e palavras bonitas se vive uma nação. É preciso sair do campo das palavras e ir para as ações. É fundamental dar o primeiro rumo à libertação das ilusões. Por mais doloroso que seja, é primordial. O jogo começou, mas agora parece que não é apenas um lado que está jogando.

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