O futuro bate à porta

Augusto Fidelis - O futuro bate à porta

Totalmente inútil o ladrar dos cães se não pode impedir o desfile da carruagem, que passa em desfile, puxada por cavalos brancos de crinas douradas. Se o conduzido tem o poder, de nada adianta a ignorância dos cães, e seu ladrar é visto apenas como algazarra canina. Depois que a carruagem passa, os cães vão se deitar, cansados do ladrar ineficaz.  Mas ladram enquanto podem, pois, afinal, esta função é dos cães, a de pelo menos tentar espantar aquilo que julgam perigoso para si. Porém, diante da inutilidade do ladrar dos cães, a carruagem segue seu caminho, porque tem uma missão: levar o conduzido aos píncaros da glória. 

A propósito, o Brasil caminha a passos largos rumo ao desenvolvimento que há muito almeja e merece. Depois das inconveniências provocadas pela pandemia da covid-19, o país segue para a normalidade e se refaz do abalo que ceifou vidas e destruiu parcialmente a economia. O estrago não foi maior porque, enquanto a cantilena cantava “fique em casa”, muitos ignoraram o engodo e saíram para trabalhar, produzir e levar comida a quem tem fome; tratar e levar água a quem tem sede.

O atual governo, desde 2019, faz a coisa certa: cortou verbas de quem não precisava, combate a corrupção e, com isso, sobra dinheiro para terminar as milhares de obras abandonadas em todo o país, e entregá-las à população. Até o presente momento, o Ministério do Desenvolvimento Regional entregou 4,7 mil obras e 213 mil unidades habitacionais nos nove estados da região Nordeste. Apenas no primeiro semestre deste ano, foram concluídas 935 obras de pequeno, médio e grande porte nas áreas de mobilidade urbana, desenvolvimento regional, saneamento, segurança hídrica e defesa civil, além de 39,1 mil moradias.

O governo federal acaba de anunciar um superávit de R$ 1 bilhão e 700 milhões nas contas do Tesouro, Banco Central e Previdência, o primeiro desde 2012, resultado não somente da elevada arrecadação, mas principalmente do controle dos gastos. O mercado financeiro errou feio, pois previa um déficit de R$ 17 bilhões e 900 milhões. 

O Governo, por meio do Ministério da Infraestrutura, acaba de realizar o maior leilão na área rodoviária, com a concessão da Presidente Dutra, arrematada pelo Grupo CCR, que pagou 15 bilhões de reais, além da  redução de 15,3% na tarifa de pedágio. As obras de ampliação do número de pistas vão gerar 22 mil empregos. Definitivamente, o Brasil entra na era das grandes concessões, o que melhora a qualidade dos serviços prestados, já que o Governo, por si, não teria recursos para desenvolver tudo isso. São rodovias, ferrovias, aeroportos, portos, petróleo etc. Doravante o Brasil será um país muito melhor. Pena que esta geração já esteja indo embora!

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