O código Marreco

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Primeiro Ato. O perigoso e temido ex-agente do FBI - treinado pela CIA - conhecido por Marreco de Maringá, teve sua residência alvo de mandados de busca e apreensão, conforme determinado pelo Tribunal Regional Eleitoral. Consta do mandado que o alvo da ação seriam materiais irregulares da campanha medíocre que o ex-agente tenta levar adiante.

Independentemente da dimensão, ou da gravidade da operação, ou dos fatos que a motivaram, certo é que o ex-agente foi desmascarado e descoberto como indivíduo de poucos escrúpulos para aqueles que ainda duvidavam. 

É sabido dos benefícios da dúvida nas disposições que afetam a moral dos indivíduos – o próprio direito penal chama isso de in dúbio pro reo – mas no caso Marreco de Maringá pode-se afirmar que tal assertiva é incabível posto que afastada por ele mesmo, por precedentes criados também por ele.

Foi ele quem ordenou diversas buscas e apreensões em outras residências sem se valer do princípio da imparcialidade – e outros correlatos, como ampla defesa e princípio da inocência – optando pelo aprendizado estadunidense que prefere argumentações por mera convicção.    

E foi por mera convicção que o ex-agente mandou dar buscas e apreender, conduzir e prender diversas pessoas contidas em lista dos diretores do curso que o formou, lista esta que se renovava constantemente em idas e vindas às sombras da estátua da liberdade.

Depois de ter sido o centro da maior operação de crime organizado dentro dos poderes institucionalizados – principalmente o judiciário- cujas atuações levaram o país a danos irreparáveis, o ex-agente tão acreditado foi devidamente descartado, seguindo a cartilha principal do castelo de Washington para seres repulsivos como ele que, mesmo selecionados, causam asco aos meios que o captaram.

Segundo Ato. Existem outros agentes desprezíveis e individuáveis que ainda serão igual e oportunamente descartados, principalmente o companheiro procurador - de prosa escondida - do Marreco, conhecido pela alcunha de Surfista da Lagoinha, um especialista em contas de Non Prossecution para receber milhões de dólares e com ajuda de outro infiltrado de código Rubim, o viajante. Era uma gangue bem treinada, creditada e perigosa.

Os perigosos Marrecos, então disfarçados como cisnes negros - vistosas aves - nadavam serena e garbosamente nas águas cristalinas da mídia kitch, igualmente alinhada aos manuais já mencionados.

Último ato. Em se comparando marrecos com cisnes, o ballet de Tchaikovski (1877) pode servir de advertência tendo em vista que ambas as aves foram enfeitiçadas por forças superiores, enganando o príncipe. Entenda-se aqui que o príncipe é o Brasil, vítima do grande mago das cartilhas, rei das invasões ilícitas, das capas de cifrões. No final ele é desmascarado e vencido, tendo as asas de cisne negro cortadas. 

Por aqui o mago foi desmascarado, mas ninguém cortou-lhe as asas, e ele continua voando alto, não como cisne ou marreco, mas como uma grande águia careca, rumo ao Norte.













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