Nova variante da covid já circula em Minas Gerais

Nova variante da covid já circula em Minas Gerais

 

Bruno Bueno

A nova subvariante da covid-19, a BQ.1, descendente da Ômicron, já circula em Minas Gerais. A informação foi divulgada pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES), na manhã do último sábado.

Dois casos de pessoas contaminadas foram confirmados pela pasta: um homem, de 26 anos, e uma mulher, de 24, moradores de Belo Horizonte. 

Variante

A variante foi identificada pelo Centro de Pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Segundo o professor Flávio da Fonseca, pesquisador do CTVacinas, a detecção de novas subvariantes é importante porque permite que os governos se preparem para enfrentá-las.

— O manejo da doença é essencial. Em se tratando de uma subvariante mais infecciosa, a preparação contribui para que centros de saúde ampliem as ações de vacinação e para que hospitais e UPAs se organizem para o aumento do número de casos. Isso só é possível porque monitoramos o surgimento de novas variantes — afirma.

Nova cepa

Em âmbito nacional, a Rede Genômica Fiocruz se pronunciou e divulgou o surgimento de outra variante da Ômicron no Amazonas, que seria responsável pelo recente crescimento da doença no estado. Trata-se da BE.9.

Outras devem ser identificadas em um curto espaço de tempo. Especialistas apontam que  a mutação do vírus e a diminuição da resposta imune do corpo reforçam a possibilidade de que o Brasil esteja entrando em um novo ciclo de infecções.

O presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Juarez Cunha, destacou que as doses de reforço têm a mesma composição das vacinas iniciais, porém continuam eficazes.

— A vacinação é importante não só para proteger as pessoas, mas também para evitar a circulação do vírus, o que acaba diminuindo as chances do surgimento de novas variantes — disse.

Apesar disso, uma nova vacina da Pfizer já está sob análise no Brasil. O imunizante tem composição diferente dos demais produtos e é feita especificamente para as variantes, considerada um imunizante de segunda geração. 

Divinópolis

A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) divulgou ontem os dados sobre a pandemia: 176 mil notificações foram registradas desde o início da pandemia, sendo 76 mil em homens e 100 mil em mulheres. 

Outros 41.896 foram confirmados (18.334 em homens e 23.562 em mulheres) e 5.602 descartados desde março de 2020. 739 residentes de Divinópolis (395 homens e 344 mulheres) faleceram com complicações da doença. 

Três pacientes estão internados na enfermaria, sendo dois na área suplementar e um na área SUS. A ocupação é de 4,11%. Nenhuma internação no setor UTI foi registrada.

Não há nenhuma suspeita na cidade sobre a nova variante, conforme a Secretaria.

Vacinação

A vacinação para crianças de 6 meses a menores de 3 anos que possuem comorbidades já começou na cidade. A imunização acontece todas as sextas-feiras, das 8h às 16h, nas unidades de saúde dos bairros Belvedere, Nações, Nossa Senhora das Graças, Bom Pastor, Niterói, Ermida e Ipiranga. 

Cerca de 290 crianças devem ser imunizadas com a vacina Pfizer pediátrica baby. O imunizante requer três aplicações. A Semusa recebeu cerca de 580 doses e afirma que tem estoque disponível para aplicar duas doses em todos os contemplados. O intervalo mínimo entre a primeira e a segunda dose é de 28 dias

A lista de comorbidades e os documentos necessários estão disponíveis no site da Prefeitura: www.divinopolis.mg.gov.br. As crianças não podem ter contraído a doença nos últimos 30 dias. 

Minas

O último boletim divulgado ontem pela SES-MG mostra que 552 novos casos foram confirmados nas últimas 24 horas, além de duas mortes no mesmo período.

Com os registros, o estado agora tem 3,8 milhões casos e 63.910 óbitos confirmados desde o início da pandemia. Mais de 3,7 milhões de pessoas já se recuperaram da doença em Minas.

Apenas 41,9% da população apta a ser vacinada tomou a segunda aplicação de reforço no estado. Os casos positivos da doença subiram 652% em relação a uma semana atrás.

China

Local da primeira contaminação em dezembro de 2019, a China anunciou no último domingo a primeira nova morte por coronavírus no país em quase meio ano. Em uma nova onda de casos, o governo voltou a impor medidas rigorosas de circulação de pessoas em Pequim e em todo o país para prevenir novos surtos.

Segundo a Comissão Nacional de Saúde, a vítima foi um homem de 87 anos e não foram revelados dados sobre seu cartão de vacinas. No total, 5.227 habitantes do país morreram da doença. Proporcionalmente, é um dos menores índices no mundo.

A última morte confirmada no país havia sido registrada no dia 26 de maio, em Xangai, palco do maior surto de coronavírus até agora na China. 24.215 novos casos foram detectados no domingo. A grande maioria está sem sintomas.

Brasil

As secretarias estaduais e municipais de Saúde registraram 4.325 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas em todo o país. Os dados foram contabilizados na tarde de ontem pela reportagem. Oito brasileiros morreram da doença no mesmo período.

São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e outros nove estados não tiveram as informações atualizadas pelos respectivos governos. Com as novas informações, o total de pessoas infectadas pelo novo coronavírus durante a pandemia já soma 35 milhões.

Segundo os dados, 170 mil pessoas com a doença estão sob acompanhamento. O termo é usado para designar casos notificados nos últimos 14 dias que não tiveram alta e nem resultaram em óbito.

Com os números de ontem, o total de mortes chegou a 689 mil desde o início da pandemia em março de 2020. Ainda há 3.181 mortes em investigação. As ocorrências envolvem casos em que o paciente morreu, mas a investigação se da causa ainda demanda exames e procedimentos complementares.

Até agora, 34 milhões de pessoas se recuperaram da doença. O número corresponde a 97,5% dos infectados desde o início da pandemia. São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul lideram o ranking de mortes.

 

 

 

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