Nova morte

 

Nova morte

Após não registrar nenhuma morte por covid-19 por 14 dias consecutivos, a Prefeitura de Divinópolis confirmou ontem um óbito pela doença. A vítima, uma mulher de 68 anos, portadora de doença cardiovascular crônica e câncer de colo de útero metastático, morreu no sábado, 24. Antes dela, os últimos casos fatais da doença foram em 10 de outubro. O município chega à marca de 650 moradores vítimas do coronavírus desde o início da pandemia.

Menos leitos

A ocupação está em queda. Na segunda-feira, por exemplo, a taxa em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) estava abaixo de 10%. Com a ampla vacinação, menos pessoas têm desenvolvido sintomas graves da doença e, consequentemente, precisando de internação. Os indicadores, no entanto, podem registrar leve aumento nas próximas semanas – em razão de nova desmobilização de leitos. A partir de 1º de novembro, inicia-se a retirada de leitos exclusivos para pacientes com covid-19 na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Padre Roberto. A intenção é aproveitar a melhora dos índices para voltar os leitos exclusivos para o atendimento de outras enfermidades, como era antes da pandemia, para desafogar a rede assistencial. Por isso, com a redução de espaços de tratamento, é fundamental manter os cuidados e a prevenção neste fim de ano. Ainda há um número significativo de divinopolitanos que ainda não completaram seu quadro vacinal. A previsão é que números satisfatórios de cobertura vacinal sejam alcançados entre novembro e dezembro.

Eleição

O melhor governante é a eleição. Quando chega, tudo se resolve. Após meses alegando a inviabilidade econômica de reduzir o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre os combustíveis, o cenário mudou. A um ano da eleição, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que sofre pressão do setor de transportes, caminhoneiros e tanqueiros, anunciou a redução e congelamento do imposto. Segundo o governo, o decreto, publicado nesta segunda, reduz em 6,5% o ICMS do óleo diesel.“A partir da próxima segunda-feira, 1º, a alíquota do imposto passa de 15% para 14%”, anunciou. Zema explicou que a medida deve impactar positivamente todos os mineiros. “Temos tido um aumento constante no preço do combustível nos últimos 12 meses. Além disso, temos assistido também a uma alta no preço do gás, de vários produtos alimentícios. Tudo isso faz com que a renda das pessoas fique comprometida. Hoje, qualquer mineiro que vai ao supermercado sabe que o dinheiro dele vai render menos. E como o diesel é um produto que compõe o preço de quase tudo no Brasil, já que tudo é transportado, conseguimos, na última semana, alterar o valor do ICMS que é cobrado por litro de óleo diesel", disse.

Valor

A decisão de reduzir a alíquota do ICMS do diesel impacta, os cofres públicos, em R$ 29,6 milhões/mês (R$ 355,2 milhões/ano) de recursos que permanecerão na economia, em vez de se transformarem em aumento de arrecadação do Estado. “Os preços dos combustíveis aumentam por causa da variação do câmbio e do preço internacional do petróleo. Aqui em Minas estamos fazendo a nossa parte. Não queremos que o aumento afete as famílias. Não é justo que o cidadão, que já está em condições muito ruins, continue a se prejudicar cada vez mais com a inflação. Com o decreto, não resolvemos o problema, mas damos a nossa contribuição. Não é justo que o Estado aumente sua arrecadação com aumentos que sacrificam os mineiros”, defendeu Zema.

 

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