Na Justiça

Na Justiça 

O destino do reajuste da tarifa de ônibus em Divinópolis deve ser mesmo os tribunais. O prefeito Gleidson Azevedo (PSC) confirmou à coluna ontem de manhã que não concederá qualquer reajuste que seja. E, como já havia dito anteriormente, ratificou: “Quem não tiver satisfeito, que procure a Justiça!”.  No dia anterior,  Gleidson andou de ônibus, fez um vídeo já indicando que o martelo já estava batido. Nenhuma publicação oficial foi feita, mas ele garante que não há a mínima possibilidade de se voltar atrás. Se é assim, esse capítulo está registrado. Aguardemos o próximo. 

Paga a conta 

Não é segredo que as empresas de transporte público foram duramente castigadas com a pandemia da covid-19. Sem sair de casa para fazer compras e, principalmente, trabalhar, os ônibus urbanos e rodoviários reduziram pela metade a rodagem, tendo como consequência um enorme prejuízo. Como no Brasil as medidas de socorro aos empresários são insignificantes, quem acaba pagando a conta é a população, que foi também muito afetada. E de várias formas: juros, alta nos preços dos alimentos e outros reajustes. E o que vem sendo discutido agora em capitais e diversos municípios: o aumento no preço da passagem de coletivos urbanos, que deixa prefeitos “entre a cruz e  a espada”. Em Divinópolis já foi apresentada a planilha elevando o preço de R$ 4,15 para R$ 6,09. O Consórcio que representa as empresas justifica por todos os fatores citados acima e outros, como os constantes aumentos nos combustíveis. Já o prefeito alega o lado do povo e decidiu que não mexerá no atual valor. Parada dura e, apesar de os dois lados terem razão, só um sairá vencedor. Mas, olhando para o histórico de decisões políticas e judiciais, o povo é que não é. Isso é fato. 

Ano passado 

O reajuste da tarifa mais recente foi em 3 de fevereiro do ano passado. Anteriormente, o aumento concedido foi em janeiro de 2018 no  governo Galileu. O valor proposto pelo Conselho Municipal de Trânsito e Transporte (Comutran) em 2021 era R$ 4,22, mas, após intensa negociação, o preço, que era R$ 4,05, subiu para R$ 4,15. E pode ser repetir ou até ser um pouco maior com decisão da Justiça. Sem alterar, não fica, pode apostar!  

Encontros e  cautela

Não resta dúvida que o momento da pandemia é melhor do que o Natal de 2020, quando ainda vacinar era uma expectativa próxima. Passado quase um ano do início da imunização, os números do coronavírus caíram de forma significativa. Para comemorar? Claro. Afinal, as celebrações em 2020 passaram em branco. Mas é preciso lembrar que o vírus não foi embora e existe uma variante que já causa medo.  Como são comuns os encontros de fim de ano, mesmo que familiares, não vale descuidar. Nesse sentido, o secretário de Saúde de Minas Gerais, Fábio Baccheretti, faz um alerta para que sejam mantidos os cuidados de prevenção, entre eles, o uso de máscara e álcool em gel. Realmente. Ainda é cedo para relaxar, mas é o momento de pensarmos ainda mais no próximo. 

Últimas horas 

Exemplo da continuidade da circulação do vírus é que Minas Gerais registrou, entre terça e quarta-feira, 24 mortes. Também foram contabilizados 400 novos casos no período.  Dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde ontem e que só confirmam a preocupação do secretário e um velho ditado: “prevenir é melhor do que remediar”. 

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