Na frente

Na frente 

Cleitinho Azevedo (CDN) ainda não acertou com nenhum partido para viabilizar sua pré-candidatura ao Senado, mas continua liderando a corrida, conforme mais uma pesquisa publicada. Levantamento da Genial/Quaest divulgado na última sexta-feira pela rádio Itatiaia traçou o cenário em Minas Gerais - lembrando que apenas uma cadeira está em aberto, e que pertence a Alexandre Silveira (PSD). Suplente de Antonio Anastasia (PSDB), que ocupa o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Silveira vai entrar na briga para ficar de vez com a vaga. No entanto, se depender dos números atuais, quem está mais próximo disso é Cleitinho. Ele segue na frente nas intenções de voto dos mineiros, com 13%. É seguido pelo deputado federal Reginaldo Lopes (PT), com 10%. Alexandre Silveira só aparece em terceiro, com 8%. A margem de erro, conforme a pesquisa, é 2,5% para mais ou para menos. É a quarta vez que o divinopolitano larga na frente na preferência. Outras três estatísticas já foram publicadas na Justiça Eleitoral, feitas por órgão diferentes. A continuar nesse ritmo, é bom Cleitinho se apressar para trocar de partido.   

Maioria não sabe 

Apesar da vantagem, Cleitinho e outros candidatos a outro cargos que também lideram as pesquisas ainda não podem “contar com o ovo, sem galinha ter botado”. Faltando cerca de seis meses para as eleições, mais de 50% dos eleitores ainda não escolheram seus candidatos. O calendário eleitoral começou neste mês e, daqui até outubro, muita coisa pode mudar. Uma delas é o surgimento de novos nomes. Além disso, a caminhada é longa e recheada de obstáculos. Sem falar que o brasileiro é maleável demais quando se trata de mudança de opinião e sempre deixa tudo para última hora. Nesse caso, prudência é a palavra-chave. 

Falta muito 

Ainda, também sem se decidir, estão alguns possíveis nomes por Divinópolis, dispostos a participar do processo em 2022. Conforme especulações que ocorrem desde o início do ano, pelo menos dez candidatos devem entrar na disputa, incluindo rostos conhecidos, como Domingos Sávio, Jaime Martins e Fabiano Tolentino. Isso pode significar que o restante deve ser de “marinheiros de primeira viagem”, com maioria absoluta na Câmara Municipal. Pelo menos cinco e com um detalhe: quatro estão pela primeira vez no Legislativo. Afoitos? Depende do ponto de vista, da competência de cada um e em especial do trabalho executado à frente no novo cargo. Fabiano Tolentino e Cleitinho Azevedo se deram bem. Mas cada um é cada um. Além disso, os dois mostraram a que vieram logo no primeiro ano de mandato na Câmara. Já nesta legislatura, por enquanto, ainda falta muito para se chegar ao patamar dos dois. Como ainda resta um tempo razoável, não custa “dar uma colher de chá”!

Está valendo 

Entrou em vigor nesta segunda-feira o Decreto nº 14.940/22, assinado pelo prefeito Gleidson Azevedo (PSC) que extingue a classificação de Divinópolis em “ondas”, conforme Plano Minas Consciente ainda em vigor em Minas Gerais. A decisão torna opcional o uso de máscaras também em locais fechados, no entanto, não é de forma geral, há exceções, de acordo com o público. Na opinião do chefe do Executivo, o cenário é favorável e está na hora de se retomar a convivência social. Ainda bem que é opcional, menos em locais de aglomeração, como o transporte público. Mas muita gente, mesmo em locais abertos, prefere não abrir mão dessa importante proteção. E é nesta turma que estou, afinal, esse vírus é traiçoeiro e prevenir sempre foi e é o melhor remédio. Como “cada cabeça é uma sentença”, cada um que escolha a sua. 

Prefeito decide 

A recomendação da Secretaria de Estado de Saúde é para adotar a liberação caso o Município tenha 70% das doses de reforço aplicadas. Divinópolis atingiu 49% do percentual, no entanto, a SES/MG afirma respeitar a autonomia dos mandatários municipais.  Se tem números que garantam essa liberdade, ótimo. O que não pode é ceder à pressão de políticos e outros segmentos e “cair na pilha” de vereadores, principalmente aqueles que já estão em campanha eleitoral. Essa decisão é do Executivo baseado em estatística, não em pitaco do Legislativo. 

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