Morte de Marília Mendonça completa um mês

Da Redação

Há um mês o Brasil recebia em choque a notícia da morte precoce da cantora Marília Mendonça. Vítima de um acidente aéreo, que aconteceu no dia 5 de novembro, em Caratinga, Minas Gerais, a cantora de 26 anos, morreu de politraumatismo, segundo o laudo da perícia. Além de Marília Mendonça, seu produtor Henrique Ribeiro, seu tio e assessor, Abicieli Silveira Filho, o piloto e co-piloto do avião morreram na tragédia.

O acidente aéreo completa um mês hoje, e até o momento a principal linha de investigação da Polícia Civil é que a queda tenha sido causada pela colisão da aeronave em uma torre de transmissão da Cemig - hipótese que ganhou força após o testemunho de um piloto que teria se comunicado com a aeronave e não ouviu relatos de problemas mecânicos.

Apesar da investigação apontar a colisão do avião em uma torre da Companhia, até o momento nenhum representante foi indiciado para prestar depoimento. Em nota, a Cemig informou que a Linha de Distribuição atingida pela aeronave prefixo PT-ONJ, está fora da zona de proteção do Aeródromo de Caratinga, nos termos de Portaria específica do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), do Comando da Aeronáutica Brasileiro.

Outra linha de investigação

A segunda linha de investigação da Polícia Civil segue possíveis problemas técnicos no avião. No entanto, segundo a PC, ambas as hipóteses investigadas vão depender da investigação que está sendo realizada pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). O órgão não dá prazo para conclusão dessas investigações.

Nota da Cemig

A Cemig esclarece que a Linha de Distribuição atingida pela aeronave prefixo PT-ONJ, no trágico acidente do dia 5/11, está fora da zona de proteção do Aeródromo de Caratinga, nos termos de Portaria específica do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), do Comando da Aeronáutica Brasileiro.

Reiteramos que a Cemig segue rigorosamente as Normas Técnicas Brasileiras e a regulamentação em vigor em todos os seus projetos.

A sinalização por meio de esferas na cor laranja é exigida para torres em situações específicas, entre elas estar dentro de uma zona de proteção de aeródromos, o que não é o caso da torre que teve seu cabo atingido.

A Cemig informa ainda que os obstáculos que constam no NOTAM não se referem à torre de distribuição que teve o cabo atingido. Um desses obstáculos é de outra torre que pertence à Cemig e que consta com esferas de sinalização na cor laranja, por estar dentro da zona de proteção do Aeródromo, conforme Normas Técnicas Brasileiras e a regulamentação em vigor.

As investigações das autoridades competentes irão esclarecer as causas do acidente. A Companhia mais uma vez lamenta esse trágico acidente e se solidariza com parentes e amigos das vítimas.

Com relação aos demais questionamentos, a Cemig reforça que as as torres de distribuição da Cemig seguem rigorosamente as Normas Técnicas Brasileiras e a regulamentação em vigor. A Cemig esclarece ainda que permanece à disposição das autoridades para os esclarecimentos necessários.

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