Morre Guilherme de Pádua, condenado pelo assassinato de Daniella Perez

A informação foi confirmada pela Igreja Batista da Lagoinha; ex-ator sofreu um infarto neste domingo (6)

Da Redação

O ex-ator e atual pastor batista, Guilherme de Pádua, morreu na noite de domingo (6), vítima de um infarto, em Belo Horizonte. A informação foi confirmada em uma live feita pelo pastor Márcio Valadão, da Igreja Batista da Lagoinha.

Na transmissão, iniciada por volta das 22h30, Valadão comentou sobre Pádua. “Ele praticou aquele crime tão terrível, foi preso, cumpriu a pena e se converteu. Era uma lagarta e virou borboleta”, disse o pastor no vídeo. Cerca de uma hora depois de ter divulgado a informação, a live do pastor saiu do ar.

O velório deve ocorrer a partir das 10h30 desta segunda-feira (7) na sede da Igreja Batista da Lagoinha. Já o sepultamento está previsto para as 14h30 desta segunda-feira no cemitério Parque da Colina. 

Condenado por ter matado a facadas a atriz Daniella Perez, filha da autora Glória Perez, em 1992, Guilherme de Pádua foi sentenciado a 19 anos de prisão, mas cumpriu só sete anos por bom comportamento.

 

Nascido em Belo Horizonte (MG), Guilherme de Pádua mudou para o Rio de Janeiro no final dos anos 1980. A mudança foi com o objetivo de tentar uma carreira no meio artístico. Há cinco anos, o ex-ator se tornou pastor da Igreja Batista da Lagoinha, em sua cidade natal.

Por meio de nota compartilhada pelo pastor Márcio Valadão, após tirar a transmissão ao vivo do ar, a Igreja Batista da Lagoinha divulgou com "imenso pesar a morte do pastor Guilherme de Pádua após sofrer um infarto na residência em que morava em Belo Horizonte". "Com 53 anos recém completados no último dia 2 de novembro, Guilherme compunha o time pastoral da Lagoinha desde sua ordenação, em 2017, liderando o ministério Recomeço, que atua dentro e fora dos presídios da capital mineira e região metropolitana. Antes disso, já havia sido acolhido como ovelha e servia como voluntário nas mais diversas áreas, sempre lidando com os desprezados e marginalizados.  Milhares de pessoas privadas de liberdade foram, ao longo desses anos, cuidadas, ministradas no conhecimento da Bíblia e receberam apoio social, jurídico e psicológico do ministério, que também desenvolve dezenas de projetos de profissionalização e reintegração social", diz a nota. 

No comunicado, a igreja disse que em sua caminhada como pastor, Guilherme viveu longe dos grandes púlpitos. "Não era visto pregando para multidões, mas atuava diariamente nas mais diversas obras com aqueles que a sociedade, muitas vezes, prefere jogar para escanteio. Guilherme testemunhou a possível transformação que há em Jesus. O recomeço reservado para todos aqueles que nEle creem. A Igreja Batista da Lagoinha, desde o momento da conversão de Guilherme, abriu suas portas para ser, também, a sua casa. Guilherme pagou à Justiça o que ela lhe impôs, como cremos que deve acontecer, e nós, como Corpo de Cristo, nos posicionamos para sermos para ele e tantos outros já condenados por crimes diversos, aquilo que a Bíblia nos instrui: o lugar da nova chance que apenas Jesus pode dar ao que se arrepende. Guilherme demonstrou ser alguém empenhado em mudar e em viver de acordo com a nova vida que experimentamos em Cristo Jesus. Ele jamais deixou de ser lembrado pelo crime que cometeu, mas pôde, em seus últimos anos, caminhar de acordo com a vontade do Pai sobre a sua história: 'Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas!' (2 Coríntios‬ ‭5‬:‭17‬)", completa a igreja. 

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