Minas Trend

BLOCO DE MODA

Wagner Penna 

 

Minas Trend

A nova edição da Minas Trend acontece nesta primeira semana de novembro em versão phygital. Isso quer dizer que terá uma parte física (com direito a estandes e exposição no Expominas, até o dia 4) e também virtual ‒ como as palestras e debates, além das vendas pela internet até o dia 28 de novembro. Esse novo formato é o grande avanço do salão de negócios que, assim, se torna mais objetivo, dinâmico e sintonizado com a modernidade. Uma conquista do presidente da Fiemg, Flávio Roscoe ‒ que promove a feira. De quebra, ainda tem expô-resumo das grifes que o David Leite montou na entrada do evento, enfatizando cartela de cores cores que remetem ao recomeço, à esperança, ao artesanato mineiro e que, também, estimulam o clima mais leve e bacana do pós-pandemia.

Mas o fato mais importante desta 26ª edição da feira é mesmo o seu próprio retorno, após o recesso obrigatório por causa da covid-19. O salão de negócios funciona como um “motor produtivo” para toda a indústria de moda em Minas. Por isso mesmo, as expectativas são imensas e positivas em relação ao evento. 

 

VAIVÉM

 

  • A gente tem ressaltado aqui que a moda tornou-se um negócio para megainvestimentos. Pois agora, a Magalu anunciou o lançamento de sua marca de vestuário (a Vestir Magalu) com pegada popular. Traduzindo: peças custando, no máximo, R$ 160,00 e tamanhos variando entre o P até o G4. Pelo jeito, vão vender feito pão de queijo na hora do café.

 

  • O mês de novembro será mesmo movimentado no circuito da moda. Além da Minas Trend por aqui, em São Paulo acontece a SPFW – que voltou a um dos pavilhões do Ibirapuera. Dos 48 desfiles programados, cerca de 23 serão presenciais. O resto, virtual. A novidade são as “collabs” criativas, como a do Luiz Cláudio com a Iza e a do Ronaldo Fraga com a Neka Menna Barreto. Outra curiosidade: o fechamento do evento paulista será em Niterói, com desfile da Lenny Niemeyer. Isso é que é disruptura...

 

PONTO FINAL.

As dificuldades de quem faz moda no nosso país são inacreditáveis. Até o mais elementar “ingrediente” acaba faltando para a eficiência do negócio. Um deles é a falta de um padrão oficial de medidas femininas ( e masculina também) para guiar a modelagem nas confecções. A razão é que a ABNT ainda não conseguiu chegar a um consenso técnico. E tem razões para isso: pesquisa recente indicou que 76% das brasileiras têm corpo com formato retangular. Sem comentários.

 

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