Minas acelera vacinação infantil contra a covid

Em coletiva, secretário de Saúde alerta para a necessidade de pais levarem os filhos para serem imunizados; dose de reforço em idosos também é destaque

Em Minas Gerais, até o momento, 914.846 doses foram aplicadas em crianças com idade entre 5 e 11 anos, o que equivale a 49,18% das 1.860.212 que podem ser vacinadas no estado. Os dados recentes da campanha de vacinação contra covid-19 foram apresentados pelo secretário de Estado de Saúde, o médico Fábio Baccheretti, que também destacou a aceleração do ritmo de imunização infantil nos últimos dias de fevereiro.

— No começo houve alguma desconfiança, mas à medida que foi havendo a procura e as pessoas foram constatando que não havia nada mais grave, esses pais ou responsáveis se sentiram mais seguros — observou o secretário.

"As fake news e desinformação atrapalharam bastante, mas é algo que está se alterando agora”, ressaltou.

Baccheretti também alertou para que pais ou responsáveis levem os filhos para serem vacinados e enfatizou que há doses disponíveis no estado para atender todas aquelas crianças que ainda não foram imunizadas. "Já aplicamos um milhão de doses em crianças e não tivemos nenhum evento adverso grave. Ou seja, a vacina é segura e este é o caminho que nós temos em relação à pandemia", apontou.

Reforço

Outro indicador relevante atingido em fevereiro foi a superação da marca de 40% de doses de reforço administradas em pessoas com mais de 18 anos – cerca de 6,8 milhões de aplicações.

— O reforço é muito importante, especialmente para a população idosa. Se analisarmos os mais de 3,1 milhões de casos registrados, 16% são idosos. Porém, em relação aos mais de 60 mil óbitos, esse grupo perfaz 71%. Isso demonstra o grau de vulnerabilidade desse grupo — destacou o secretário.

“Há vacinas disponíveis e todos aqueles que estão aptos devem procurar as unidades de saúde”, completou.

Queda nas internações e mortes

Segundo o secretário, o atual cenário epidemiológico indica uma queda do número de casos novos e também nas internações hospitalares por covid.

— A pressão sobre o sistema de saúde está caindo a cada semana, e a partir de agora, teremos uma queda nos óbitos, demonstrando, então, uma redução nos indicadores da pandemia — disse.

Ainda de acordo com Baccheretti, também há indicativos de queda em relação à transmissão da variante ômicron: “O pico de casos já passou em relação a essa onda e estamos entrando num momento em que vamos conviver com a doença, mantendo os cuidados para prevenção e buscando a vacinação das pessoas”.


Com relação ao feriado prolongado, o secretário ressaltou que a situação atual está melhor quando comparada ao período das festas de fim de ano, sobretudo pelo avanço da vacinação, não sendo esperadas grandes oscilações em relação aos índices de transmissão nos próximos dias. No entanto, Baccheretti alertou que a prevenção não deve ser deixada em segundo plano.

— Nós ainda temos o vírus circulando, cerca de 10 mil casos novos a cada dia, e por isso é importante evitar aglomerações — afirmou.

Dengue

Fábio Baccheretti mencionou, ainda, a necessidade de prevenção contra as arboviroses (dengue, zika e chikungunya), evitando a proliferação do mosquito Aedes aegypti.

— Esse é um período que temos tido muitas chuvas, um clima muito propenso para reprodução do Aedes. É importante estar atento, evitar a acumulação de água, conversar com o vizinho — disse.

Segundo o último Boletim de Monitoramento de Arboviroses, com atualização referente a 22/2, Minas Gerais registrou 6.298 casos prováveis (casos notificados exceto os descartados) de dengue e um óbito.

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