Mercado vê preços se adequando à realidade

Arroz e feijão, depois de altas consecutivas, têm preços estabilizados

 

Jorge Guimarães 

No início da pandemia, a corrida da população aos supermercados para se abastecer levou à disparada dos custos dos alimentos considerados básicos, como o arroz e o feijão. Hoje, a realidade é diferente, com o mercado se ajustando diante do aumento ou queda do consumo. Assim, um dos pratos mais apreciados pelos brasileiros, o tradicional arroz com feijão, depois de altas consecutivas, tem seus valores estabilizados. 

Nos últimos meses, registrou-se uma pequena queda de preço do arroz, devido à boa safra no Rio Grande do Sul. No caso do feijão, vale a lei da oferta e da procura, o que causou, senão uma queda nos preços, a estabilização do grão no mercado. A carne de boi, outro ingrediente que também faz parte do prato-feito, o tradicional “PF”, teve seus preços estabilizados, porém, não diminuídos, devido à negativa da China em comprar o produto brasileiro.

 

Preços

A reportagem esteve ontem em um supermercado e constatou que o menor preço para pacote de cinco quilos do arroz agulhinha, o mais usado entre os consumidores, era comercializado a R$ 14,49 e o mais caro a R$ 25,69, uma queda de 7% em relação ao valor praticado em meados de junho deste ano. No caso do feijão carioquinha o preço mais barato, conforme a marca, foi de R$ 3,69 o quilo e o mais alto em R$ 7,99, mesmo custo do feijão preto. 

O preço da chã de dentro estava em promoção, a R$ 34,90, ficando mais barata que o quilo do patinho, vendido a R$ 36.90. Agora, para quem gosta de fazer uma carne de panela, os preços das consideradas carnes de segunda, como o músculo, acém ou paleta, estavam a R$ 27,90. Já a carne suína tinha na costelinha o preço de R$ 19,90, o lombo aparado ou inteiro saía a R$ 23,90 e o pernil sem osso a R$ 17,98. Já o preço do óleo de soja se estabilizou nos R$ 7,99. 

 

Opções

E nas muitas opções preferidas na hora de preparar um cardápio do dia a dia, o frango sempre é uma ótima pedida para substituir a carne bovina ou suína. Assim, a coxa e sobrecoxa e do frango in natura, congeladas, eram vendidas a partir de R$ 8,99, a asa a R$ 13,98, e o filé de peito a R$ 15,98, sendo todos esses produtos congelados.

Outra alternativa são os ovos, que combinam com quase tudo. Seja na salada, frito ou cozido, ele é o coringa de muitos pratos. Um pente, com duas dúzias e meia, era comercializado a R$ 12,90, ontem.  

— Sempre venho à procura de ofertas e, se os preços dos produtos que eu compro estão altos, pego os similares, com preços muito mais em conta. Tem muita marca boa e desconhecida da maioria dos consumidores. No caso da carne, tenho levado a linguiça para churrasco e, com ela, faço uma variação grande de pratos para o almoço e janta — disse a dona de casa Kênia Silva.

Já para o economista Leandro Maia afirma que  a tendência é os preços se estabilizarem, em decorrência do próprio mercado, mas não voltarem ao mesmo patamar que eram antes da pandemia.

— A estabilização dos preços é em decorrência do próprio mercado, que vai se ajustando à lei da oferta e da procura — analisa o economista. 

 

Restaurantes

Na livre concorrência entre os restaurantes, as opções são muitas e para cada tipo de bolso. 

— Em nosso restaurante temos três tipos de atendimento. O cliente pode escolher entre o PF, a comida a quilo ou o marmitex. Cada um com seu preço diferenciado, assim podemos atender a todos — avalia a funcionária do estabelecimento, Maria Cristina Silva.

Já para o empresário Paulo Roberto, a pequena redução de alguns itens foi bem-vinda, porém, poderia ser melhor.

— Com a pandemia, os preços dos alimentos básicos dispararam devido à alta demanda. Agora, com o mercado voltando à normalidade, os valores vão se ajustando. Eu acho que poderiam baixar ainda mais para recompensar as últimas altas. No meu caso, mantive meu preço das refeições, porque, se de um lado alguns itens caem de preço, por outro lado, temos o aumento do gás, energia, tributações e outros itens. Assim, temos que ter pés no chão e manter uma média de como trabalhar neste mercado, ainda em época de pandemia — detalhou o empresário.

 

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