Maior inflação em março desde o lançamento do Plano Real

Maior inflação em março desde o lançamento do Plano Real

Laiz Soares

O aumento da inflação virou rotina nas nossas vidas. A cada ida ao supermercado e a cada parada no posto de gasolina, nos vemos mais reféns de uma economia em crise. No mês de março, vimos novamente a inflação alcançar níveis históricos.

Neste mês, nosso país registrou a maior inflação desde o lançamento do Plano Real. Há 28 anos não víamos valores tão altos em março, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, publicado pelo IBGE. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação já chegou a 11,30%.  

No Brasil, seguimos sofrendo com a perda do poder de compra, escolhendo qual conta pagar primeiro. Somente os transportes subiram 3,02% e os alimentos e bebidas,  2,42%. Pensando no índice de difusão, que mostra a quantidade de itens que tiveram aumento, chegamos a 76,13% de aumento, um recorde desde outubro de 2016.

Precisamos urgentemente retomar as rédeas do nosso crescimento econômico. Não dá para minimizar a crise que vivemos. Atualmente, 125 milhões de pessoas estão em situação de insegurança alimentar, segundo o levantamento do grupo “Alimento para Justiça”, da Universidade Livre de Berlim em parceria com a UFMG.

Somado ao aumento dos preços, o desemprego também tem atingido a vida dos brasileiros. No Brasil temos quase 12 milhões de pessoas desempregadas. É urgente que políticas públicas eficientes sejam implementadas pelos nossos governantes para que possamos nos  reerguer economicamente.

Pensando nisso, um plano de empréstimos a juros baixos, implementado pelo poder público em parcerias com os bancos, é uma alternativa válida para não endividar ninguém vulnerável. Bons  programas de  microcrédito financiam pessoas  que se encontram excluídas do sistema financeiro tradicional e auxiliam na geração de renda e demais empregos.

É crucial, ainda, pensarmos nos jovens que estão adentrando no mercado de trabalho neste momento de crise. A  capacitação de jovens, sem retirá-los das escolas, auxilia o desenvolvimento profissional tanto para seu primeiro emprego como para seu futuro no mercado de trabalho. O programa Jovem Aprendiz, por exemplo, instrui o jovem na carreira e qualifica seus conhecimentos. A ampliação dessa iniciativa também traz benefícios para empresas com maiores taxas de efetivação dos jovens. 

Investimentos em institutos e centros federais, que oferecem cursos técnicos durante o ensino médio, como o Cefet e os IFs, também ajudam a aumentar a empregabilidade com qualificação de mão de obra dos jovens que podem ingressar no mercado com mais facilidade e melhor remuneração após terminar o período escolar. 

É importante lembrar que a capacitação por meio de cursos técnicos é essencial para todos os trabalhadores, já que os investimentos em cursos gratuitos de qualidade também atingirão pessoas mais experientes, que desejam se atualizar em suas áreas de trabalho e se reinventarem no mercado de trabalho.

 

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