Líder do governo na Câmara precisa ser contido após discussão com membro da Mesa Diretora

Uma discussão entre o 1º secretário da Mesa Diretora da Câmara, Israel da Farmácia (PDT), e o líder do Executivo, Edson Sousa (Cidadania), quase terminou em briga. O atrito começou durante a discussão dos projetos em votação.

A primeira proposição concede à Uemg o uso compartilhado do DTC para a promoção de projetos sociais e científicos, cursos, atividades gratuitas e mais, além da responsabilidade de implementar melhorias. O vereador Ademir Silva (MDB) pediu vistas para sanar dúvidas. 

— Eu vou acompanhar o pedido de vistas do Ademir, porque o líder do governo não estudou o projeto, não soube explicar. O líder do governo não se une aos vereadores para explicar o projeto. Está igual chegar no médico com apendicite e ele falar que é do no dente — criticou Israel.

Em resposta, Edson destacou que os projetos da Câmara são públicos, cabendo aos vereadores estudar as proposições. 

— Ou é incompetência ou é pirraça. O líder do governo não tem que explicar projeto, tem que defender. (...) Ser líder do governo traz ciúme — afirmou.

O atrito se seguiu durante a discussão do próximo projeto, que abre o crédito adicional suplementar de R$ 9,6 milhões no Instituto de Previdência dos Servidores de Divinópolis (Diviprev). Na oportunidade, Israel parabenizou o presidente da Câmara, Eduardo Print Jr (PSDB), pela cobrança de celeridade nos pareceres, o que permitiu o texto ser colocado em votação. 

— Se os servidores, aposentados, da Diviprev, vão receber semana que vem, tem que agradecer o senhor, que além de presidente da Câmara, o senhor [Print] foi um autêntico líder do governo. (...) Enquanto o líder do governo chama os outros vereadores de incopetente, mas não dá conta de informar o conteúdo do projeto. Incopetente é o líder do governo, que não soube explicar — declarou Israel. 

Neste momento, Edson interrompeu a discussão do texto para se defender.

— Incopetente é você, mentiroso. (...) Covarde, covarde, covarde — afirmou, exaltado. 

O presidente da Câmara solicitou que os microfones fossem desligados e cobrou respeito.

— Vereadores, respeitem uns aos outros.

Quando Edson, ainda exaltado, se levantou em direção a Israel, foi contido por colegas próximos. A reunião foi suspensa por alguns segundos e, quando voltou, Edson declarou que tem “sido atacado de forma leviana nesta Casa”. 

— Eu não costumo levar nada para o campo pessoal, mas ai daquele que tentar mexer com a única coisa que eu tenho, que é meu nome — concluiu. 



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