Junina moderna

Wagner Penna

A temporada de quadrilhas e festas juninas + julinas vai terminando e deixa uma sensação fashion curiosa. O look junino, historicamente inspirado pelas vestes dos habitantes do meio rural antigo, era montado com roupas improvisadas com retalhos & afins – mas,há tempos, vem sofrendo mudanças radicais.

Nos concursos de quadrilhas do Nordeste (onde a festa de São João é tradição muito respeitada), a profusão de babados, fitinhas e até referências longe do universo rural mostra claramente essa, digamos, evolução.

Na temporada 2022, um destaque interessante para o assunto foi assinalado pelas roupas criadas para o jogador Neymar e sua parceira na sua festa no litoral carioca,  Bruna Biandard, pelo estilista mineiro Eduardo Amarante. Tudo em xadrez (como manda o figurino), mas com vários toques modernos.

Até as grandes redes de varejo de roupas entraram no circuito, caso da Renner – que promoveu as peças especiais com alguma pegada de ‘clima junino’.  A empresa preparou uma seleção de calças, shorts, saias, jaquetas, camisas overshirt jeans, blusas e tops cropped e, assim,  resgatou o fôlego junino para os (as) fashionistas curtirem a data. AlI também o destaque foi o xadrez.

Vaivém

 

  • A onda ecológica na moda continua a avançar, com novidades bacanésimas. A mais recente delas vem do renomado Cetiqti (um centro de pesquisa tecnológica ligada ao Senai-Rio), que criou técnicas para transformar a fibra de bananeira em fios para tecelagem. Com a quantidade dessa matéria prima desperdiçada em todo o país, esse aproveitamento é algo muito importante. Merece aplausos.
  • O calendário de lançamentos em moda vem mudando a cada ano – e não é apenas por causa da covid-19.  A própria dinâmica da moda mudou, com a chegada das coleções-cápsula, que são quase semanais. Uma das maiores alterações foram os grandes lançamentos em sapato e bolsa, que eram feitos em julho na Francal (para o verão) e foram transferidos para agosto. Para as marcas, uma data tardia. Para os lojistas, idem. É o zumzumzum que se registra nesse circuito.
  • Ponto final: A Semana de Alta-Costura terminou, em Paris,  com vaivém de algumas marcas na passarela. Voltou a ser presencial. Poucas marcas desfilando, porque as exigências são muitas e as clientes são  poucas. Para compensar, colocam celebs na primeira fila para o assunto ‘causar’ nas redes sociais. Mas, com o baixo nível fashion desses convidados, o fato  está ‘causando’ para baixo e levando a ‘haute couture’ para o nada. Um tiro no pé, dizem os experts.
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