Jogo rápido

Jogo rápido 

Como o Agora trouxe com exclusividade nesta segunda-feira, Romeu Zema (Novo) estará em Divinópolis hoje, às 9h30,  para entregar à Polícia Militar (PM) 29 viaturas para a cidade e região. A cerimônia será na 7ª Companhia Independente de Policiamento Especializado da PM, no bairro Icaraí. A visita foi confirmada este PB ontem pela manhã. Ao contrário da última vez em que aqui esteve, março na Fiemg/Regional, quando almoçou com políticos e convidados e cumpriu outros compromissos, desta vez o jogo é rápido. Do próprio Centro Industrial, retorna a Belo Horizonte, onde cumpre agenda ainda no início da tarde. Então, quem pretende fazer outras cobranças fora da Segurança Pública, ou mesmo prestigiá-lo, vai precisar arrumar um jeito junto à PM. Ou se convidar, mas aí corre um certo risco. 

Segundo tema 

Além da entrega de viaturas, o governador anuncia no evento o Programa de Inclusão de Egressos do Sistema Prisional. O projeto vai oferecer capacitação profissional para geração de renda e deve atender 300 homens e mulheres egressos do sistema prisional por ano em Divinópolis. Isso está na agenda enviada pelo cerimonial ontem à tarde. Isso significa que realmente o hospital ficou de fora. 

Situação de emergência 

O governador volta à cidade em mais um momento crítico na Saúde e o Hospital Regional voltou à pauta com tudo. As obras continuam paralisadas ainda sem data para a retomada e, enquanto isso, a UPA segue em situação caótica. Construída para ser porta de entrada de pacientes, virou um hospital improvisado. A média atual de pessoas esperando para internação gira em torno de 50 pessoas para uma cidade com apenas um hospital que atende pelo SUS. Além disso, as vagas surgem por meio da Central de Regulação do governo do Estado. E, apesar de muitos não entenderem e saberem como funciona, a demanda é gigantesca. Desocupam-se sete vagas, por exemplo, surgem 20 pedidos de internação. Por isso, pacientes são mandados para fora. Por essa razão, o Hospital Regional é para ontem, antes que o pior aconteça.

Aumenta a pressão 

A cobrança das autoridades locais por agilidade no funcionamento do hospital é grande e a pressão em cima do Estado cresce a cada dia. Na Câmara, ontem, por exemplo, o assunto foi tema de diversos discursos em Plenário. Antes disso, porém, deputados que representam a cidade, vereadores, representantes do Executivo,  Ministério Público (MP), entre outros, participaram de uma reunião na Prefeitura para discutir o “colapso” na saúde pelo qual a cidade passa. Durante o encontro, o discurso pregado foi de união, com foco nas cobranças exatamente junto ao governo estadual pela conclusão do hospital. Nesse sentido, Zema pode demorar o mínimo em seu compromisso aqui hoje, mas que eles vão dar um jeito de cobrar dele in loco, isso vão! 

Um alento 

O cenário é tão preocupante que a Comissão de Saúde da Câmara denunciou a situação ao Ministério Público. Diante da situação e aperto, a Prefeitura instalou um ambulatório na Policlínica para o atendimento de casos leves, na tentativa de reduzir o tempo de espera na UPA - estimado em cerca de sete horas. Além disso, adquiriu dez leitos junto ao Complexo de Saúde São João de Deus (CSSJD) usando os R$ 800 mil vindos da Câmara por meio de devolução do ano passado. Resolve? De jeito nenhum, mas já é um alento para quem padece na fila e para a família que acompanha o sofrimento e não pode fazer nada. 

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