Inimigo de volta

Inimigo de volta 

“Quem avisa amigo é”, ditado popular conhecido. A possibilidade de um novo surto de covid-19 no país ainda é real quanto o sol nascer todos os dias. Exemplo é que a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) anunciou a suspensão das aulas presenciais por sete dias para as turmas do 2º, 4º e 7º períodos do curso de medicina. A decisão foi tomada em função do registro de 17 novos casos entre os universitários. A situação vem ao encontro da desobrigação do uso de máscara de proteção facial em todo o Brasil. E, mesmo se alguns considerarem um caso isolado, o cenário serve como alerta. Em Divinópolis e outros municípios, as prefeituras estão convocando principalmente os pais para levarem seus filhos para vacinar contra o coronavírus, sem contar o fato de que muita gente acha que está ótimo ter tomado uma dose só, ou apenas duas, mas a coisa não é bem assim.

Deixar de se vacinar, abandonar os protocolos de prevenção é o mesmo que “brincar com fogo”. O fato de os dados epidemiológicos apontarem queda nos casos confirmados, suspeitos e nos óbitos causados pela doença não faz com que o vírus não exista, ou que ele seja menos perigoso. Já está mais do que provado que a vacina contra a covid-19 evita que os imunizados evoluam para casos mais graves, caso sejam infectados pelo vírus. Estão mais do que exemplificadas, provadas e comprovadas a importância e a eficácia do imunizante. Já está mais do explicado, provado e comprovado o quanto as medidas – uso de máscara facial e de álcool em gel – previnem a infecção pelo vírus. A falta de responsabilidade e compromisso da população com algo tão sério, tão importante, chega a dar descrença, afinal de contas, o que a humanidade passou de março de 2020 até meados de março deste ano definitivamente não foi fácil. 

Ainda não é possível contabilizar quantas vidas foram perdidas por pura ignorância, por puro desinteresse, por puro “achismo”. Ainda não conseguimos contar quantas famílias foram atingidas de forma irreversível por causa da irresponsabilidade do ser humano. E, o pior de tudo, ainda não é possível saber o que se pode esperar de tudo isso. Pode-se esperar mais dor? Mais desespero? Mais tristeza? Mais confinamento? Mais vidas perdidas? Até quando? Até quando os brasileiros vão lidar com assuntos tão sérios, de impacto social, de impacto coletivo dessa forma? Até quando levará coisas tão sérias com esse “jeitinho”, já tão conhecido mundo afora? A situação da UFMG e da vacinação contra a covid-19 é apenas um alerta do que se pode esperar. E isso não é o que muitos gostam de dizer: “terrorismo”. É apenas a realidade nua, crua e plantada por todos nós. Não há desobrigação do uso de máscara, não há desobrigação de medida de prevenção que faça o coronavírus simplesmente não existir e não ser altamente mortal. 



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