Imbróglio

Imbróglio 

A segunda composição da CPI da Educação mal foi nomeada e já teve a primeira baixa. Por não concordar com o andamento do processo, Flávio Marra (Patriota) pediu para sair. O vereador justificou à coluna que sua decisão se deu por não concordar com a condução do processo. Disse que a instauração da CPI tomou um rumo político e o critério precisa ser técnico. Já o presidente, Josafá Anderson (CDN), confirma o especulado em grupos de WhastsApp na cidade: “Marra ficou chateado porque queria ser presidente”, o que é refutado pelo vereador. “Prefiro acompanhar de fora e torcer para que os fatos sejam apurados com lisura. Foi uma decisão pessoal”, resumiu Flávio. Durma-se com um barulho desse. O circo pegando fogo, início dos trabalhos atrasados e os vereadores, para variar, disputando quem é quem! Só faltou uma adedonha para determinar as funções. 

Quem quer?

“Não foi bem assim.” Fala Josafá sobre a reunião que o escolheu para presidente da comissão. O presidente do Cidadania na cidade disse ter dado “graças a Deus” por não ter ficado na primeira e só aceitou entrar na segunda porque defende agilidade no trabalho e que a situação se esclareça o mais rápido possível. Afirma ter perguntando logo no início do encontro quem queria ser presidente, pois não era seu desejo. “Recebi os votos de Ana Paula do Quintino (PSC) e Lohanna França (PV). Sugeri que uma das duas assumisse, mas preferiu que ficasse comigo, em especial, por ter mais experiência na Casa”, resumiu. Feito isso, Lohanna  é a relatora, Ana Paula e Ademir Silva (PSDB) membros e vaga de Flávio em aberto. Josafá disse que iria sugerir um nome mais light, mas a decisão é do presidente da Câmara, que, por sua vez, parece ter atendido e nomeou Rodrigo Kaboja (PSD). O intuito não era acelerar? Então pronto! 

Em 2024?

 É fato. As cenas protagonizadas em Divinópolis nos últimos dias, me arriscaria a dizer até meses, confirmam uma coisa: as eleições de 2022 foram literalmente atropeladas pelas de 2024. O que isso significa? Que nem o processo eleitoral geral, marcado ainda para outubro próximo, chegou, e as “jogadas” pensando daqui a dois anos estão a todo vapor. Só bobo não percebe o que está acontecendo, especialmente na Câmara Municipal. O racha entre os vereadores não é por acaso, a desarmonia entre o Legislativo e o Executivo, muito menos. E tudo se resume em três palavras: a ânsia pelo poder, mas não pelo caminho normal. A qualquer custo, passando em cima de tudo e de todos e até atropelando datas. No entanto, é bom que pessoas assim fiquem “com um olho no peixe e outro no gato”, pois a qualquer momento, num cochilo, nem só o gato e o peixe, mas elas também podem ser engolidas de uma só vez, e por um leão faminto.

Pura realidade

Quando se lê ou vê notícias sobre puxadas de tapete, troca de partidos por interesses escusos, dinheiro escondido em malas e até em cuecas, promessas que nunca serão cumpridas, escândalos envolvendo amigos, a família, se imagina ou se pergunta: filme, novela ou vida real? Quem nunca se pegou com essa dúvida? Mas, infelizmente, é a pura realidade da política brasileira. E haja filmes, séries, novelas e até documentários para tentar inspirar quem enveredou por esse caminho. Nada adianta. Afinal, o ego, o dinheiro e o poder falam mais alto, aliás, gritam. E seguem: falsa religiosidade, hipocrisia, incompetência e, por fim, a corrupção. Dominante hoje em todas as esferas do poder, da administração municipal à Presidência da República. Claro que toda regra tem exceção e muitos lutam e vão contra o sistema. Mas é aquela coisa de uma formiga enfrentar um elefante, por exemplo. Se não sair da frente, são pisoteados pelo “sistema”. Os que não aderem são tidos como descontrolados, loucos... E é exatamente por isso que segue como está. “Se tem circo é porque tem a plateia que aplaude.”

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