Heineken não vem

Heineken não vem 

Passos será sede da fábrica da Heineken em Minas Gerais. Foi o que informou em primeira mão, na noite de ontem, o Jornal Folha Regional da cidade do Sudoeste mineiro. Conforme as informações, representantes da empresa estarão em Passos hoje para comunicado oficial. Um privilégio para a cidade que concorreu com cerca de 200 para sediar a empresa que promete um investimento milionário. E tristeza para Divinópolis, principal município do Centro-Oeste, que esteve no páreo e há muitos não recebe uma grande empresa. Foram meses de especulações em torno da escolha. Uma equipe rodou diversas localidades e, por questões ambientais, um dos critérios avaliados, Passos venceu. Pelo menos ficou em Minas. O temor era que outro estado fosse escolhido, pois apareceram diversos candidatos. E quem não quer sediar uma empresa que pretende investir R$ 1,8 bilhão? Só bobo. E isso, quando o assunto é grana, não tem mesmo.

Indignados 

O governador Romeu Zema (Novo) vetou todas as emendas dos deputados ao projeto de reajuste dos servidores. Nenhuma novidade, visto que já havia afirmado que o faria, mesmo antes dos acréscimos vindos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Zema sancionou parcialmente a matéria nos pontos que estava em sua versão original. Representantes dos servidores do Estado criticaram a decisão. Sindicalistas da Educação, Saúde e Segurança se dizem "indignados" e afirmam que receberam um "calote". Foram vetados os artigos 10, que garantiam a recomposição de 24% aos servidores da Segurança Pública e da Saúde, e de 33,24% aos trabalhadores da Educação, além do artigo 11, que previa o aumento no valor do auxílio social semelhante ao auxílio-fardamento para policiais civis, militares (da reserva) e penais. O governador também vetou o trecho do projeto de lei que concedia anistia aos professores que entraram em greve. Manteve apenas os 10,06%, para o governo não ter problemas com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), conforme afirmou diversas vezes.  Sindicalistas acreditam que a ALMG vai derrubar o veto. O problema é que, para este ano, é este valor ou nada, visto que a lei eleitoral proíbe a concessão de qualquer valor acima deste, pois o prazo terminou dia 5, última segunda-feira, pelo fato de Zema ser candidato à reeleição. O que não tem data é esse assunto que promete ainda dar “muito pano para manga”.

Judicialização?

No fim da tarde desta terça, o secretário de Estado de Governo de Minas Gerais, Igor Eto, evitou falar na possibilidade de judicializar a questão que envolve o reajuste. Em entrevista à Rádio Itatiaia, ele foi perguntado se o governo pretendia entrar na Justiça caso o veto fosse derrubado na Assembleia. Disse que o foco é o diálogo com os deputados. Confirmou que o governador está preparado para enfrentar um eventual desgaste político causado pelo veto.  Isso é fato. Resta saber até que ponto.

Teste de Integridade 

E as eleições se aproximando e, mesmo antes disso, elas, que são as principais peças do processo, as urnas eletrônicas, foram motivo de muita polêmica no último ano. Apesar de a falação não ter dado em nada, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou há cerca de duas semanas, por unanimidade, o aumento do número dos equipamentos que vão passar por auditoria. Com isso, a base amostral triplicará e o objetivo é ampliar o alcance, a visibilidade e a transparência em todo o processo eleitoral. As mudanças foram propostas pela Polícia Federal, pelo representante do Ministério da Defesa e por integrantes da Comissão de Transparência das Eleições (CTE). Eles apresentaram as sugestões ao TSE que foram consolidadas em um relatório preliminar.  O novo texto prevê que, nas unidades da Federação com até 15 mil seções no Cadastro Eleitoral, serão escolhidas ou sorteadas 23 seções, sendo as 20 primeiras urnas submetidas ao Teste de Integridade, e as demais ao Teste de Autenticidade dos Sistemas Eleitorais. Não demora e outra alegação sugerindo fraude aparece. Principalmente se o resultado nas urnas for adverso ao desejado por alguns. Uma canseira!



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