Guerra na Ucrânia faz barril de petróleo fechar dia cotado acima de US$ 100

No entanto, Petrobras diz que manterá política de preços da gasolina, apesar de crise mundial

Da Redação

O que o Brasil temia, em especial os consumidores, ocorreu nesta segunda-feira. Os preços do petróleo subiram, impulsionados pelo conflito na Ucrânia e pelas sanções ocidentais, que colocam as exportações russas sob pressão.

O preço do barril do Brent para entrega em abril fechou em forte alta, de 3,12%, a 100,99 dólares. Em Nova York, o barril do WTI para abril subiu 4,50%, fechando a 95,72 dólares.

O preço do produto passou por forte volatilidade na semana passada, com a invasão da Rússia à Ucrânia. Na quarta-feira, 23, o preço do barril do óleo tipo Brent chegou a ultrapassar os US$ 105, mas depois acabou recuando. Na última sexta-feira, 25, fechou em US$ 94,12, diante das perspectivas de que as sanções de aliados ocidentais à Rússia fossem poupar o setor de energia do país. Porém, o que se sabe, é que tudo ainda é muito incerto.

Brasil

O que se teme é que esta instabilidade possa afetar o preço dos combustíveis no País. Mas a Petrobras garante que isso não deve abalar a determinação de manter seus preços atrelados aos do mercado internacional. O argumento é de que, se não acompanhar as cotações do petróleo e dos derivados, o mercado brasileiro de combustíveis e o abastecimento interno poderão ser afetados, como afirma o diretor de Comercialização e Logística da estatal, Cláudio Mastella, em teleconferência com analistas para detalhar o lucro recorde de 2021.

Método

A Petrobras utiliza o Preço de Paridade de Importação (PPI) para definir os reajustes dos valores da gasolina e óleo diesel em suas refinarias. Por essa política, os preços internos deveriam subir em linha com a valorização das cotações do petróleo e dos seus derivados nos principais mercados mundiais de negociação, como o do Golfo do México, nos EUA, e o de Londres.

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