Guarani espera por julgamento no TJD para definir seu futuro

Auditor pede vista e análise deve ter continuidade em nova data

 

José Carlos de Oliveira

A novela envolvendo a perda de pontos do Guarani e seu consequente rebaixamento para a Segunda Divisão em 2022 ganhou novos capítulos nesta semana. Na noite de segunda-feira, 20, o recurso do Bugre quanto à sua condenação foi a julgamento no pleno do Tribunal de Justiça Desportiva de Minas Gerais (TJD-MG), mas acabou suspenso quando um dos auditores pediu vistas, quando o resultado estava empatado em 1 a 1.

 

O julgamento

No primeiro julgamento no Tribunal de Justiça Desportiva, o Guarani foi punido com uma multa de R$ 400 e a perda de três pontos, com seu consequente rebaixamento, beneficiando o Sport Club Aymorés, da cidade de Ubá, que ficará com a vaga no Módulo II, caso o Alvirrubro seja mesmo punido e rebaixado.

O imbróglio judicial que envolve o Bugre e a suposta ultrapassagem do limite de inscrições permitido no Módulo II do Campeonato Mineiro está indefinido. Durante o julgamento do recurso, na noite de segunda-feira, um dos auditores do TJD-MG pediu vistas do processo, e o caso foi retirado da pauta para reanálise.

Na reunião do pleno, na segunda-feira, a relatoria deu provimento ao recurso e votou pela mudança da condenação, que passaria a ser de multa de R$ 400 ao Bugre. Um auditor divergiu do colega e votou pela manutenção da pena da perda de três pontos, que rebaixaria o time de Divinópolis à Segunda Divisão do Mineiro. Por fim, um terceiro membro do TJD-MG pediu vistas do processo.

Com isso, a denúncia apresentada pelo Aymorés, clube que seria diretamente beneficiado, será novamente analisada.  A data ainda não foi marcada.

 

Discussão ainda vai longe

Independentemente do que venha a ser decidido na próxima reunião, o caso está longe de um desfecho final, e deve mesmo ir parar no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no Rio de Janeiro.

Mas há pressa por parte de todos os envolvidos no processo. O Módulo II tem início programado para o mês de março, quando tem reunião do Conselho Técnico (Arbitral), com todos os times classificados para a competição, tendo obrigatoriamente que acontecer 60 dias antes, por lei.

 

Entenda o caso

A novela começou com a notícia de infração entregue pelo Aymorés ao TJD-MG, acusando o Guarani de supostamente ter infringido a lei quanto ao limite máximo de 30 inscrições para a disputa do Módulo II 2021, como previa o regulamento da competição. De acordo com o Departamento Jurídico do time de Ubá, o Guarani havia inscrito 27 atletas após nove rodadas disputadas e regularizou mais quatro jogadores para os dois últimos jogos do torneio.

Enzo Dieter Aquino (meia), Breno Nunes Araújo (meia), Luccas Vinicius de Almeida (zagueiro) e Thiago Henrique de Sousa Costa (meia) foram, de acordo com o time de Ubá, os jogadores que fizeram com que o limite de atletas inscritos fosse estourado.

Assim, a Procuradoria do TJD ofereceu denúncia, baseada no artigo 214 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata sobre a escalação irregular de atletas.

No dia 22 de novembro, o caso foi julgado, e o Guarani punido com a perda de três pontos na tabela de classificação, o que deixou o time momentaneamente rebaixado à Segunda Divisão do Mineiro.

O Alvirrubro entrou com recurso. O julgamento aconteceu nesta segunda-feira, mas, após empate por 1 a 1, um terceiro auditor pediu vistas do processo, que foi retirado da pauta. 

 

Presidente desabafa

Logo após o julgamento de segunda-feira, quando ficou claro pelas palavras do relator do processo que o Guarani tem sim boas chances de sair vitorioso no julgamento, o presidente Robson Luís usou as redes sociais para desabafar, cansado de aturar calado a perseguição sistemática de parte da imprensa de Divinópolis e de alguns membros da torcida. 

— Estou com sangue nos olhos. Terão que nos engolir em 2022 — disse  Robson Luís, pelas redes sociais.

 

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