Funcionários do TransOeste estão há dois anos sem reajuste salarial

Sindicato cobra melhores condições de trabalho

 

Da Redação

A crise no transporte público de Divinópolis está além da discussão de conceder ou não o reajuste no valor do vale-transporte. A Prefeitura e o Consórcio TransOeste podem, em breve, enfrentar um colapso no setor. 

No início deste ano, o Município e representantes das empresas abriram conversas em torno do aumento do valor do vale-transporte. Apesar de o Executivo ter afirmado que não concederá o reajuste pelo segundo ano consecutivo, o Consórcio comunicou, em nota ao Agora, os próximos passos.

O TransOeste vai requerer ao Município o cumprimento do contrato firmado em 2012, para garantir o equilíbrio econômico financeiro do transporte coletivo e, automaticamente, assegurar que os trabalhadores não ficarão desassistidos.  

Conforme apurado pela reportagem, os cerca de 400 funcionários que pertencem ao consórcio estão há dois anos sem reajuste salarial. A situação pode causar uma grave crise no setor.

 

Reivindicações 

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Divinópolis (Sintrodiv), a assembleia geral da categoria foi realizada ontem. Durante o encontro, a classe deliberou sobre as reivindicações que serão apresentadas à Prefeitura de Divinópolis, ao Consórcio Transoeste e ao Sindicato Patronal. 

De acordo com o presidente do Sintrodiv, Erivaldo Adami, os trabalhadores querem recomposição salarial de 21,88%, sendo 15,88% referentes às perdas inflacionárias dos últimos dois anos, reajuste do ticket alimentação, fim do banco de horas e melhores condições de trabalho.  

 

Negociação 

Ainda segundo o presidente, as pautas serão apresentadas. Uma reunião com os representantes do Sindicato Patronal está marcada para o próximo dia 25. O presidente do Sintrodiv informou ainda que tentará uma negociação pacífica junto aos responsáveis pelo transporte coletivo de Divinópolis, mas que uma greve não é descartada. 

— O sindicato tentará negociar com o Consórcio e com o Sindicato Patronal de forma tranquila. Caso as negociações não avancem, será convocada uma nova assembleia e os trabalhadores definirão os rumos a serem tomados. Uma greve não é descartada — informa. 

 

Posicionamentos 

O Agora questionou a Prefeitura se existe alguma alternativa para garantir o funcionamento do transporte público, como a isenção do Imposto Sobre Serviço (ISS), medida sugerida pelo Consórcio Transoeste. O Município garantiu, por meio da Diretoria de Comunicação, que não há opção. 

O Consórcio, por sua vez, disse que está a todo momento demonstrando a grave situação do transporte público na cidade, incluindo o principal custo do serviço, que é o combustível. O TransOeste garantiu ainda que, apesar da falta de reajuste, cumpre os quadros e horários estabelecidos pela Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte (Settrans).

 

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