Foi em v√£o?

Foi em vão?

Mais de 80 mil pessoas estão com o esquema vacinal da covid-19 incompleto em Divinópolis. Sim! Hoje, 12 de abril, pouco mais de dois anos depois de os divinopolitanos terem enfrentado as primeiras medidas de restrição adotadas pela Prefeitura, do primeiro caso da doença e do primeiro óbito por covid-19. Hoje, 12 de abril, depois de a humanidade ter enfrentado um pesadelo, mais de 80 mil pessoas estão com o esquema vacinal incompleto na cidade. A informação, divulgada pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) na última semana, assusta e muito. É incompreensível que todos que estão aqui hoje tenham lutado tanto para que parte da população coloque essa vitória em risco. Não é exagero falar que esta situação coloca os poucos avanços alcançados em xeque, pois já está mais do que explicado, e já foi mais do divulgado, que o esquema vacinal incompleto “abre portas” para novas cepas da covid-19. 

E o que não faltam são apelos. Alertas são feitos constantemente pelo Governo do Estado, pelo Ministério da Saúde, pelas instituições e pelos profissionais da saúde. A covid-19 ainda existe e continua matando. Ontem, uma mulher de 68 anos perdeu a vida por causa do coronavírus. Sonhos foram interrompidos. Um sorriso especial para amigos e familiares já não existe mais. Talvez ela seja uma mãe, uma tia, uma amiga, uma irmã, que se foi. Que, infelizmente, a partir de agora, é apenas um dado, uma estatística, assim como os mais de 700 que se foram em Divinópolis por causa da covid-19. O óbito, neste momento em que a população insiste em viver como se não houvesse um vírus altamente mortal no mundo, é, sim, um alerta. Afinal de contas, o que a humanidade aprendeu nesses últimos dois anos? Nada?

Disseram aos quatro cantos que todos sairiam da pandemia mais humanos, empáticos, responsáveis. Grande engano. Nada, absolutamente nada foi capaz de tornar o ser humano mais sábio. A humanidade não evoluiu, não amadureceu, não aprendeu na dor, como era esperado. Mais de 80 mil pessoas com o esquema vacinal incompleto assusta. É porta aberta para novas variantes, para que esse ciclo recomece, mais uma vez. A situação é séria. A grande questão é: até quando o povo vai agir como se não tivesse qualquer tipo de obrigação nesse processo? Até quando vão agir como se tudo tivesse acabado? É mesmo esse caminho que a humanidade vai optar? Absolutamente não dá para entender. Tudo foi realmente em vão? 

O desejo, do lado de cá, é que as respostas para essas perguntas sejam: tudo vai acabar logo, e, sim, todos vão ser mais responsáveis e empáticos, de verdade, desta vez. Afinal, não custa nada sonhar!

 

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