Favas contadas?

Favas contadas? 

Para quem não conhece essa fala, até muito comum no meio político, quer dizer: situação já definida, algo certo que vai acontecer. E foi exatamente isso que aconteceu no caso da instalação da Heineken em Passos. Para quem também não sabe, a cidade no Sudoeste de Minas, apesar de boa parte da imprensa escrever ou falar Sul, é a terra do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD). Coincidência? Não é isso que pessoas conhecedoras desses famosos “jeitinhos” presentes em todas as esferas políticas falam. Teve um que “cantou a pedra” ainda no fim do ano passado. A fala foi a seguinte: “Não adianta esse monte de cidade perder tempo querendo a instalação da Heineken, a cidade já foi escolhida, é Passos”, disse à época. Bingo! Apesar de todos saberem que as “jogadas” são comuns e que poderia ser verdade, alguns não deram crédito. Está aí a prova. 

Já sabia? 

Ao ser provocado pelo prefeito Gleidson Azevedo (PSC) durante o almoço com autoridades, no dia em que esteve em Divinópolis, em 24 de março, o governador Romeu Zema (Novo) fez uma carinha! Gleidson disse a Zema que nunca bebeu na vida, mas, se a Heineken viesse para Divinópolis, tomaria uma long neck, “numa golada só”. Com um sorriso meio que entreaberto, o governador respondeu apenas: "se vier para Minas Gerais, já fico feliz”. Naquele momento, ele só faltou dizer que viria para o Estado, mas não para a Cidade do Divino. Claro que não poderia revelar nem nos sonhos. Faz parte do jogo!

Só confirmou 

A informação de que a empresa se instalaria em Passos foi dada com exclusividade pelo jornalista Rômulo Leandro da Folha Regional daquela cidade no início deste mês. Em Divinópolis, o Agora foi o primeiro a confirmar a notícia por meio de fonte, que chegou a ser desmentida por outras publicações locais. A informação alegada era que a Prefeitura do município não havia confirmado a informação. O tempo, as fontes fidedignas e a credibilidade mostraram que, mais uma vez, este diário saiu na frente e estava correto. Furos, primeira mão e exclusividade fazem parte de um jornalismo correto e sadio. O resto é não aceitar os méritos dos outros e dor de cotovelo. Mas cada um na sua.  Do nosso lado, vamos continuar nos empenhando cada dia mais, baseados na ética, fazendo como sempre fizemos: o melhor! 

Despacho assinado 

A cerimônia que confirmou o ato foi ontem na OAB de Passos, onde Romeu Zema assinou o despacho governamental que viabiliza o investimento da companhia na região. Com montante de R$ 1,8 bilhão, a expectativa é gerar 350 empregos diretos e 11 mil indiretos.  As obras devem ser concluídas em 2025. Parabéns ao município, que, certamente, terá um incremento e tanto em sua economia. Pena não poder dizer o mesmo aos políticos. 

Novo capítulo 

O clima na Câmara nos próximos dias não deve ser dos mais amenos. A instalação da CPI da Educação está mexendo com os nervos de alguns vereadores. Isso foi possível ver na última reunião e deve se estender para as próximas. O único a falar do assunto nesta terça-feira foi Edsom Sousa (CDN). Disse que, mesmo sendo líder do governo, não pretende atrapalhar o andamento da comissão. Mas prometeu soltar o verbo na próxima semana. Para quem vai sobrar desta vez?

Manobra política 

Outro que soltou o verbo foi o deputado Cleitinho Azevedo (PSC). O Projeto de Lei 2.385/2021, de sua autoria, estava pautado para ser votado ontem na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). No entanto, saiu da pauta devido à emenda ao texto original de autoria do deputado Roberto Andrade (Avante). A proposta de Cleitinho determina o fim da cobrança da Taxa de Licenciamento em todo o estado. Cleitinho chamou a atitude do colega, que é líder do Governo Zema na Casa, de “manobra política”. Resta saber o que não é manobra em ano eleitoral. 

 

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